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Atualizada às 21h44
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Além disso, a Justiça argentina aplicou a máxima pena prevista pelas leis do país aos ex-militares Oreste Padován, Luis Manzanelli, Carlos Díaz e Ricardo Lardone.
Na decisão, que foi muito bem recebida por familiares das vítimas e representantes de entidades humanitárias, o tribunal revogou a prisão domiciliar da qual gozavam alguns dos acusados, entre eles Menéndez, e dispôs sua mudança a uma prisão comum.
Horas antes de escutar o veredicto, Menéndez falou da repressão na ditadura argentina (1976-1983). "Os delinqüentes subversivos ensangüentaram o país durante dez anos em que assassinaram 1,5 mil pessoas. Este é o primeiro país que julga seus soldados vitoriosos que lutaram e venceram pela ordem", assegurou.
Entre 1975 e 1979, Menéndez foi chefe do Terceiro Corpo do Exército, com jurisdição em uma dezena de províncias do país, entre elas Córdoba. O ex-general foi condenado por crimes cometidos em La Perla, um dos maiores campos clandestinos de detenção da última ditadura da Argentina.
Segundo números oficiais, 18 mil pessoas desapareceram na última ditadura militar argentina, embora as organizações de direitos humanos estimem o número em 30 mil.
EFE
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