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Atualizada às 19h00
O novo chefe de gabinete argentino, Sergio Massa, de 36 anos, assumiu nesta quinta-feira alentado por expectativas de mudança no desgastado governo de Cristina Kirchner, após a dura derrota governista no Senado envolvendo a questão agrária.
Massa deixa a prefeitura de Tigre, na periferia norte de Buenos Aires, para assumir o lugar de Alberto Fernández, que renunciou na quarta-feira.
Nas várias entrevistas concedidas antes de assumir, Massa prometeu "muito diálogo" com a oposição, as províncias e o setor rural, e garantiu que dirá à presidente "tudo que possa ver, sentir, perceber e que faça falta ao trabalho para melhorar a gestão do governo e a vida dos argentinos".
"A função essencial de Massa será dizer a verdade aos Kirchner", estimou o analista Rosendo Fraga.
A chegada de Massa, um jovem dirigente peronista que construiu uma relação de confiança com o casal Kirchner, abre tanto expectativas como incógnitas.
"A saída de Fernández é uma peça essencial no esquema K (Kirchner). Nada será igual. Ninguém sabe como vai ser", destacou o consultor político Enrique Zuleta Puceiro.
Em sua carta de renúncia, Fernández disse que "não tinha sentido seguir em um lugar no qual era difícil sustentar o que pensa...".
A saída de Fernández ocorre a menos de uma semana da derrota do governo no Senado, que rejeitou o projeto oficial para impor impostos progressivos sobre as exportações de grãos.
"O justicialismo está partido e os opositores já são uma frente significativa. Sergio Massa vem como um frescor para um estilo sem matizes. Os Kirchner são poucos sutis e não são comedidos..", assinalou Jorge Mayer, diretor de Ciências Políticas da Universidade de Buenos Aires.
AFP
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