América Latina

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Quinta, 24 de julho de 2008, 08h05 Atualizada às 08h10

Assembléia diz que Correa poderá disputar eleições

O chefe de Estado do Equador, Rafael Correa, não precisa renunciar ao cargo para participar das próximas eleições, que serão convocadas se a nova Carta Magna for aprovada em referendo, disse nesta quinta-feira à agência EFE o segundo vice-presidente da Assembléia Constituinte, César Rodríguez.

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"Não é necessário" que o presidente Correa renuncie ao cargo para participar das eleições gerais que serão realizadas no final deste ano ou no começo do próximo, disse Rodríguez. A Assembléia Constituinte deve aprovar hoje mesmo o projeto da nova Carta Magna.

Correa "é encarregado do poder e será candidato à Presidência.

Não é necessário que renuncie", porque isso é permitido pela nova constituição, elaborada pela Assembléia, afirmou Rodríguez, após acrescentar que esta medida é utilizada em diferentes partes da Europa e da América.

Sobre a possível confusão que poderia haver se Correa fosse chefe de Estado e candidato presidencial ao mesmo tempo, Rodríguez disse que "tudo é questão de organização".

Rodríguez, que pertence ao movimento governista Acordo País, que é maioria na Assembléia, rejeitou o temor de grupos opositores, que advertem de que o projeto da nova Carta Magna foi elaborado "à medida" de Correa.

No entanto, para o congressista Leonardo Viteri, do opositor Partido Social Cristão (PSC), o fato de o presidente Correa ser chefe de Estado e eventual candidato presidencial representa um "abuso de poder".

Viteri insistiu em que o projeto constitucional é "ditatorial" e que foi elaborado com uma "ingerência grosseira" do Executivo e do movimento Acordo País.

No próximo dia 28 de setembro, os equatorianos irão às urnas para aprovar um projeto de Constituição elaborado há oito meses pelos 130 congressistas da Assembléia.

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