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Atualizada às 17h31
O presidente venezuelano, Hugo Chávez, estendeu hoje a mão ao seu colega bielo-russo Aleksandr Lukashenko, pressionado pelo isolamento político e o aumento de preços dos hidrocarbonetos russos, ao lhe ceder a exploração de novas jazidas de petróleo.
A empresa mista "Petrolera BeloVenezolana" (PBV) poderá extrair petróleo cru de outras três jazidas na Faixa do Orinoco, a maior reserva do mundo, segundo informou a agência oficial "Belta".
O comunicado assinado pela companhia Petróleos de Venezuela (PDVSA) e pela Belorusneft explicou que Belarus poderá "duplicar sua capacidade de extração" "Temos potencial para extrair dois milhões de toneladas. Este ano planejamos produzir 640 mil toneladas na Venezuela", o vice-primeiro-ministro bielo-russo, Vladimir Semashko.
A PBV já recebeu em dezembro passado, durante a visita de Lukashenko a Caracas, o direito de explorar durante 25 anos o campo petrolífero "Guara Este", uma área da faixa do Orinoco com um potencial de extração de 5 bilhões de barris.
Assim como no caso de outros países parceiros, Chávez fez um acordo de graça a Lukashenko, seu principal aliado neste continente e considerado pelos Estados Unidos o "último ditador da Europa".
O país vê na Venezuela a alternativa energética ideal à Rússia, cuja decisão de deixar de subsidiar a economia bielo-russa com hidrocarbonetos a preços preferenciais ameaça a estabilidade da última economia planificada do continente.
No fim do encontro, os presidentes emitiram um comunicado conjunto no qual defendiam um mundo "multipolar" baseado nos princípios de cooperação, solidariedade e respeito mútuo, e na "defesa da soberania" e na "justiça social".
Ambos destacaram a necessidade de se "respeitar a soberania e integridade territorial dos Estados" e "proibir o uso da força".
O líder bielo-russo, no poder desde 1994, afirmou que o desenvolvimento de múltiplas relações com Caracas é uma das "prioridades" de sua política externa.
No plano militar, o Parlamento de Belarus ratificou recentemente o acordo para a criação de um sistema antiaéreo na Venezuela selado por ambos os presidentes há 6 seis meses em Caracas.
Segundo a imprensa, especialistas bielo-russos se encarregariam de criar um sistema de comando automático para os sistemas de defesa antiaérea S-300 PMU-2 e Tor M-1 que Caracas se propõe adquirir na Rússia.
EFE
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