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Atualizada às 11h43
Na próxima sexta-feira, o presidente da República do Chipre, Dimitris Christofias, e Talat se encontrarão em Nicósia para decidir se começam as negociações diretas para conseguir a reunificação do único Estado dividido na União Européia (UE).
As negociações de reunificação foram paralisadas em 2004 depois que os greco-cipriotas rejeitaram em plebiscito o plano de paz apresentado pelo então secretário-geral da ONU, Kofi Annan, ao qual os turco-cipriotas deram um "sim" majoritário.
Embora as duas comunidades desejem a solução do problema - a criação de um Estado federal entre as duas comunidades -, há uma série de questões cuja resolução continua provocando divisões.
Entre elas, as propriedades abandonadas pelos refugiados, os colonos estabelecidos pela Turquia e a presença de forças estrangeiras nas duas partes da ilha, entre outras.
Os conflitos entre as duas comunidades no Chipre acontecem desde 1958 e se intensificaram no período entre 1963 e 1974.
A ilha mediterrânea permanece dividida desde 1974, quando o Exército turco invadiu a parte norte da ilha em resposta a um golpe de estado greco-cipriota que exigia a união com a Grécia.
Enquanto a Turquia alega que sua invasão e atual presença na ilha com 40 mil soldados é baseada em sua condição de país fiador da soberania do Chipre, a República do Chipre, a Grécia e a ONU denunciaram várias vezes a ilegalidade da ocupação turca.
EFE
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