Cronologia: da guerra na Bósnia à prisão de Karadzic


O ex-presidente servo-bósnio Radovan Karadzic foi preso na segunda-feira na Sérvia e deve ser julgado pelo tribunal da ONU em Haia por crimes de guerra, crimes contra a humanidade e genocídio - embora seus seguidores digam que ele apenas defendia o seu povo durante a Guerra da Bósnia.

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Confira a seguir uma breve cronologia do conflito:

1992
Março
- Os muçulmanos e croatas da Bósnia votam pela independência em relação à Iugoslávia, num referendo boicotado pelos sérvios.

Abril - A União Européia reconhece a independência Bósnia. Começa a guerra, e os sérvios, sob a liderança de Radovan Karadzic, cercam a capital, Sarajevo. Eles ocupam 70 por cento do país, matando e perseguindo os muçulmanos e croatas a fim de estabelecer uma República Sérvia.

Maio - A ONU impõe sanções à Belgrado por apoiar os rebeldes de etnia sérvia na Croácia e na Bósnia.

1993
Janeiro
- Iniciativas de paz fracassam, e os muçulmanos e croatas, antes aliados, passam a guerrear entre si.

Abril - A ONU declara Srebrenica, Zepa e Gorazde, no leste da Bósnia, como "áreas protegidas". A Unprofor (Força de Proteção da ONU) envia tropas, e os ataques servo-bósnios param. Mas as cidades permanecem isoladas, e poucos comboios humanitários chegam até lá nos dois anos seguintes.

1994
Março
- Um acordo mediado pelos EUA encerra o conflito entre muçulmanos e croatas, que formam uma federação.

1995
Março
- O presidente servo-bósnio, Radovan Karadzic, ordena o isolamento total de Srebrenica e Zepa, impedindo o acesso de todos os comboios humanitários.

Julho - Karadzic renova a ordem de conquistar Srebrenica. Tropas servo-bósnias, sob o comando do general Ratko Mladic, capturam o encrave do leste do país e a "área de segurança" da ONU em Srebrenica. Na semana seguinte, cerca de 8.000 homens e meninos muçulmanos são mortos. Karadiz e Mladic são indiciados pelo tribunal da ONU em Haia pelo cerco a Sarajevo.

Agosto - A Otan bombardeia as tropas servo-bósnias.

Novembro - Depois dos bombardeios da Otan contra os servo-bósnios, os presidentes Alija Izetbegovic (líder muçulmano da Bósnia); Franjo Tudjman (Croácia) e Slobodan Milosevic (Sérvia) aceitam o acordo mediado pelos EUA em Dayton (Ohio).

Dezembro - Os três líderes assinam o acordo de Dayton em Paris, permitindo a entrada dos 66 mil soldados da Força de Implementação da Otan na Bósnia. A comunidade internacional estabelece uma presença permanente no país por intermédio de um supervisor internacional da paz.

1996
Julho
- O Ocidente obriga Karadzic a deixar a liderança servo-bósnia.

Setembro - Partidos nacionalistas vencem a primeira eleição do pós-guerra, confirmando a divisão étnica da Bósnia.

1997

Fora do poder, Karadzic cai na clandestinidade.

2002
Fevereiro
- O ex-presidente iugoslavo Slobodan Milosevic é levado a julgamento por 66 acusações de genocídio e crimes de guerra na Bósnia, na Croácia e em Kosovo.

2003
Dezembro
- Um ex-comandante da Otan diz ao tribunal que Milosevic sabia dos planos servo-bósnios de massacrar muçulmanos em 1995 na Bósnia.

2004
Junho
- Sob pressão internacional, o governo servo-bósnio finalmente admite que os sérvios massacraram milhares de muçulmanos em Srebrenica sob ordens de Karadzic.

2006
Março
- Milosevic é achado morto na sua cela, em Haia.

2008
Julho
- A Sérvia anuncia a prisão de Karadzic.

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