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O presidente colombiano, Álvaro Uribe, disse hoje que já é hora da "paz definitiva", e lembrou às Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) que as reformas que a guerrilha pedia para deixar as armas já foram cumpridas, e que o Governo persistirá com os esforços para exterminar o terrorismo e libertar todos os reféns.
"Por que não se faz a paz definitiva?", perguntou Uribe, em discurso pronunciado ao instalar uma nova legislatura.
"O Governo tem toda a vontade", garantiu.
Segundo Uribe, os rebeldes haviam posto como condição para deixar as armas o desmonte do "paramilitarismo", que afirmou já ter sido realizado no Colômbia.
Uribe afirmou que o termo "paramilitar" surgiu para denominar os grupos criminosos particulares cujo objetivo era combater a guerrilha, mas que agora o Estado recuperou o monopólio do combate ao crime.
"Os delinqüentes de diferentes denominações hoje são cúmplices unidos no crime, e não antagonistas", afirmou.
Uribe, que durante a manhã esteve na cidade colombiana de Leticia, na fronteira com o Brasil, em companhia de Luiz Inácio Lula da Silva e do presidente do Peru, Alan García, nos atos de celebração do Dia da Independência da Colômbia, assegurou que "nada repara totalmente a dor ou os danos causados pela violência".
"Cada vitória sobre o terrorismo é uma vitória da liberdade. A Colômbia pode olhar hoje o mundo com a cabeça em pé, e dizer: ''Aqui avançamos frente aos violentos, e saboreamos a liberdade que nos queriam arrebatar", afirmou.
EFE
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