Constituição da UE não deverá se referir a Deus

01 de maio de 2004 • 14h26 • atualizado às 14h22

O primeiro-ministro da Irlanda e atual presidente da UE, Bertie Ahern, considerou hoje "improvável" que o texto da futura Constituição européia inclua alguma referência a Deus, mas destacou a possibilidade de que "reconheça os valores e tradições cristãos da Europa".

"Durante as negociações de dezembro, contemplamos essa possibilidade. Na minha opinião, é improvável que incluamos uma referência a Deus, mas acho que os valores e tradições cristãos serão reconhecidos", disse.

Representantes dos credos muçulmano, judeu e cristão realizaram hoje em Dublin uma cerimônia ecumênica para comemorar a entrada de dez novos países-membros na União Européia (UE).

O único clérigo que saiu do roteiro estabelecido foi o cardeal irlandês Desmod Dermot, que depois de dar as boas-vindas aos novos membros, pediu que a cidadania promova "valores que emanem de Deus" e participem de uma "Europa de famílias unidas e de nações reconciliadas".

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