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Atualizada às 16h32
O primeiro-ministro iraquiano, Nuri al-Maliki, fixou a data de 1 de outubro para as eleições provinciais, as quais vão dar importantes indícios de como os partidos se sairão nas eleições parlamentares, programadas para 2009, e que irão determinar se o próprio Maliki continuará no poder.
A Comissão Eleitoral enviou uma carta para ao Parlamento neste domingo, pedindo que se apresse a ratificar o esboço do projeto de lei, disse o chefe da comissão, Faraj al-Haidari, falando à Reuters por telefone.
"Depois da aprovação da lei, nós precisamos de pelo menos três meses para nos prepararmos, de modo a poder seguir os padrões internacionais", disse ele.
"Mesmo que a lei passe nos próximos dias, somente poderemos realizar a votação no fim do ano. Se houver qualquer outro atraso, não poderemos ter eleições este ano."
A lei estabelece os procedimentos para as eleições. Está previsto que o Parlamento se reúna novamente na segunda-feira para tentar aprovar a legislação, depois que na semana passada os deputados entraram em conflito sobre como realizar a votação na disputada cidade petrolífera de Kirkuk, no norte do país.
O presidente do Parlamento, Mahmoud al-Mashhadani, pediu aos parlamentares que aprovem o texto.
O governo norte-americano vê as eleições como vitais para reconciliar as divididas comunidades iraquianas, principalmente porque aumenta a participação dos árabes sunitas na política. A maioria dos árabes sunitas boicotou as últimas eleições locais, em janeiro de 2005.
"O que está muito claro é que o povo iraquiano quer eleições provinciais. Todos os partidos políticos sabem que se forem vistos como causadores da não aprovação da lei, serão responsabilizados e seu destino político será afetado", disse na semana passada uma autoridade dos Estados Unidos em Bagdá, pedindo para permanecer no anonimato.
Mas Kirkuk continua sendo um assunto espinhoso e há parlamentares que questionam se a votação deveria ser realizada na cidade.
Os curdos, que governam a região curda no norte do país, amplamente autônoma, vêem Kirkuk como sua antiga capital e querem que ali seja realizado um referendo para decidir quem controla a cidade.
Os árabes incentivados a se mudar para Kirkuk durante o governo de Saddam Hussein querem que a cidade permaneça sob controle do governo central iraquiano.
Analistas dizem que as eleições também serão um campo de batalha para a luta de poder entre os xiitas, majoritários no país, no sul rico em petróleo.
Reuters
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