América Latina

América Latina

Domingo, 20 de julho de 2008, 13h44 Atualizada às 19h58

Colombianos protestam nas ruas contra seqüestros

Os colombianos saíram às ruas para protestar contra os seqüestros que atormentam o país em seus 44 anos de guerra contra a guerrilha das Farc. Milhares são esperados para participar de passeatas em cidades de toda a Colômbia.

» Vídeo: colombianos se mobilizam
» Lula pede liberdade para seqüestrados

Os manifestantes têm como lema que neste ano a data de 20 de julho, o Dia da Independência do país, deveria ser chamada de "Dia da Liberdade", em nome das 2,8 mil pessoas mantidas reféns em acampamentos isolados nas montanhas e na selva.

Os manifestantes pediram que as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) e outros grupos ilegais parem de tomar pessoas como reféns e deponham suas armas.

As passeatas vão impor mais pressão às Farc, que sofreu duros reveses recentemente como resultado da ofensiva militar do presidente colombiano, Alvaro Uribe, com o apoio dos Estados Unidos.

Uribe é visto como herói por muitos colombianos por partir para o ataque contra os rebeldes que combatem o governo desde os anos 1960. Ele alcançou 90% de apoio popular depois do dramático resgate de 15 dos reféns mais importantes para as Farc em 2 de julho.

Outras manifestações similares foram realizadas em várias cidades do mundo, incluindo Paris, onde a política Ingrid Betancourt, que fazia parte do grupo dos 15 libertados este mês, discursou para uma multidão emocionada antes de um concerto do popstar colombiano Juanes.

Betancourt, que tem nacionalidade colombiana e francesa, ficou mais de seis anos em cativeiro. Ela pediu aos rebeldes que mantenham conversações de paz com Uribe, cujo pai foi morto em uma fracassada tentativa de resgate das Farc, em 1983.

Nos últimos 12 anos, 23.854 pessoas foram sequestradas na Colômbia, das quais 2,8 mil permanecem em cativeiro.

"Vamos gritar para a selva", disse o cantor colombiano Carlos Vives, antes de um concerto que será realizado na cidade amazônica de Letícia.

Ele disse esperar que sua mensagem alcance alguns dos estimados 700 reféns mantidos pelas Farc para obter resgate ou por razões políticas. Os outros reféns estão em mãos de vários grupos criminosos.

Betancourt, três empreiteiros do setor de defesa americano e outros 11 reféns foram resgatados em uma operação na qual os militares colombianos enganaram os rebeldes, fazendo-se passar por agentes de uma organização não-governamental.

Parentes das pessoas que permanecem sequestradas temem que a pressão internacional possa esmorecer agora que Betancourt e os três americanos ¿os reféns mais valiosos das Farc - foram soltos.

  • Imprima esta notícia
  • Envie esta notícia por e-mail

Busca

Busque outras notícias no Terra: