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 Dez países celebram adesão à União Européia
01 de maio de 2004 10h05 atualizado às 10h00

A entrada de dez novos membros à União Européia (UE) foi celebrada com atos oficiais, festejos e espetáculos acompanhados pelos cidadãos dos países que a partir deste sábado fazem parte da "Europa dos 25".

Polônia, República Checa, Hungria, Eslováquia, Eslovênia, Lituânia, Letônia e Estônia, e as ilhas mediterrâneas de Malta e Chipre passaram hoje a fazer parte da UE, na maior ampliação da história do bloco, que agora tem 455 milhões de cidadãos.

No entanto, na República de Chipre, o presidente Tassos Papadopoulos disse que a alegria pela adesão era incompleta, pois não foi possível celebrar o momento com os "irmãos do norte da ilha", os turco-cipriotas.

Apesar disso, milhares de cipriotas comemoraram a data ontem à noite na Praça Elefheria, a maior de Nicósia, com música moderna e tradicional durante uma festa de mais de oito horas.

Na outra ilha mediterrânea que entra hoje para o bloco, os malteses parecem estar convencidos de que a adesão lhes trará um futuro melhor. Milhares de pessoas assistiram a um espetáculo de fogos de artifício e raios de luz no porto de Valletta, a capital do país.

Um protesto obscureceu as celebrações na Letônia, onde milhares de estudantes e pais de jovens da minoria russa se manifestaram contra a entrada do país na União e a reforma educacional, que segundo os alunos, exclui seu idioma materno.

Contudo, o primeiro-ministro letão, Imdulis Emsis, disse que com o tempo os alunos de origem russa se beneficiarão com "a mudança que a educação trará ao país"·

Na Estônia e na Lituânia, também repúblicas bálticas, as celebrações foram acompanhadas por muitas pessoas. Os estonianos aderiram à iniciativa "Plante uma árvore", lema escolhido pela presidência do país para celebrar o primeiro dia como integrante da União Européia.

Para a Lituânia "abre-se um novo horizonte", afirmou o primeiro-ministro Algirdas Brazauskas, que afirmou que o país deve "aproveitar as possibilidades" oferecidas pela UE.

As celebrações pela entrada da República Checa na UE tiveram enorme repercusão em todo o país. Em Praga um grande espetáculo de fogos de artifício foi contemplado milhares de pessoas.

O ambiente festivo vivido em um show com estrelas da música na Praza Velha contrastou com o discurso improvisado do presidente Vaclav Klaus, que se mostrou cético em relação ao bloco e foi vaiado pelos presentes.

Na Eslováquia também houve emoção nas últimas horas antes da adesão à UE, marcadas por uma simbólica vitória do time nacional de hóquei sobre gelo sobre o da Rússia, antigo invasor e inimigo do país.

Milhares de eslovacos se concentraram à meia-noite nas imediações do castelo de Devin, vários quilômetros ao norte da capital, para celebrar o histórico momento com fogos de artifício.

Na Polônia a ampliação da União Européia foi festejada durante toda a noite, com uma profusão de fogos de artifício e brindes.

O sinal para as celebrações foi dado pelo presidente Aleksandr Kwasniewski que, junto ao primeiro-ministro Leszek Miller e ao cardeal-primaz da Igreja católica, Jozef Glemp, presenciou a cerimônia na qual foi içada a bandeira da UE na principal praça de Varsóvia, que leva o nome do marechal Jozef Pilsudski, homem que devolveu a soberania à Polônia depois da Primeira Guerra Mundial.

Além de festejar a entrada para a UE com dança, música e espetáculos, os poloneses aderiram há uma semana à proposta das autoridades de jogar fora os objetos que não quisessem ter como membros do bloco.

Entre as coisas que foram para o lixo, havia vários aparelhos de rádio soviéticos Sokol e de televisão Yunost.

Na Eslovênia continuarão ao longo do dia de hoje os shows e festivais de dança. No entanto, o principal ato aconteceu na noite deste sábado na fronteira com a Itália, com a presença do presidente da Comissão Européia (braço executivo da UE), Romano Prodi, e do primeiro-ministro esloveno, Anton Rop.

Prodi lembrou que se trata da maior ampliação da história do bloco e disse estar convencido de que não será a última, pois "o processo continuará até que a Europa esteja unida na paz e na democracia".

EFE
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