Europa

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Domingo, 20 de julho de 2008, 07h33 Atualizada às 10h41

Jornal: Israel, EUA e França ajudaram Betancourt

Os serviços secretos de Israel (Mossad), Estados Unidos e França trabalharam durante mais de um ano com as autoridades colombianas para elaborar o plano de resgate dos 15 reféns das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), publica o jornal espanhol La Vanguardia.

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O periódico afirma que um reduzido número de especialistas em inteligência colombianos, israelenses, americanos e franceses formaram "o núcleo" encarregado de elaborar o plano que originou a "Operação Xeque", que acabou com a libertação dos seqüestrados.

Além da ex-candidata presidencial Ingrid Betancourt, três americanos estavam no grupo de reféns libertados.

O jornal indica que durante o tempo todo "a direção" esteve nas mãos da Colômbia, por motivos de soberania nacional e porque o governo colombiano deveria colher os louros do resultado.

Uma fonte da inteligência israelense explicou a um enviado do La Vanguardia a Tel Aviv que uma atuação deste tipo só pode ser feita por governos, já que nenhum particular tem os recursos necessários para isso, apesar de as empresas de segurança privada terem colaborado.

As fontes citadas pelo periódico indicaram que, no caso da "Operação Xeque", foram combinados os esforços de agentes no terreno com a guerra eletrônica: aviões de espionagem sem piloto e satélites.

"Faltavam-nos conhecimentos sobre as Farc, portanto tivemos que buscá-los no grupo", disse o agente israelense citado pelo La Vanguardia.

Para isso, segue o periódico, foram selecionadas separadamente duas pessoas, que não se conheciam, de forma que se uma fosse descoberta, o disfarce da outra seria mantido.

As duas pessoas conseguiram se infiltrar e os grupos de inteligência começaram a fornecer informação falsa às Farc, especifica a publicação.

Quatro meses antes da "Operação Xeque", indica o La Vanguardia, os agentes enxergaram a oportunidade de libertar os reféns.

Isso se deu, em parte, pelas mensagens falsas fornecidas às Farc e também por uma casualidade: os guerrilheiros tinham no mesmo acampamento Betancourt, os agentes americanos e membros do exército e da polícia colombiana.

Assim, com apenas uma ação a guerrilha sofreria um duro golpe.

A última mensagem foi uma ordem falsa aos carcereiros e depois os aviões de espionagem interromperam todos os contatos dos guerrilheiros, que cumpriram uma ordem que achavam que vinha dos líderes do grupo, segundo o jornal.

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