Oriente Médio

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Sábado, 19 de julho de 2008, 20h41 Atualizada às 21h38

Jornal: britânico seqüestrado no Iraque se suicidou

Um dos cinco britânicos seqüestrados há mais de um ano no Iraque se suicidou, informou neste sábado a imprensa do Reino Unido, que não obteve confirmações das autoridades.

Segundo um vídeo publicado pela edição eletrônica do Sunday Times, enviado na semana passada para seu escritório de Bagdá, o refém identificado como "Jason" morreu em 25 de maio, quatro dias antes de completar um ano em cativeiro.

Os seqüestradores, do autodenominado grupo Resistência Islâmica Xiita no Iraque, disseram que "Jason" se suicidou.

O governo britânico não conseguiu comprovar a veracidade do suposto suicídio nem a autenticidade do vídeo.

Os cinco britânicos - um especialista em informática e seus seguranças - foram feitos reféns em 29 de maio do ano passado, no Ministério das Finanças iraquiano, que fica no centro de Bagdá.

Em um vídeo anterior, divulgado em fevereiro, o grupo exigira a libertação de nove presos iraquianos em troca dos cinco britânicos.

O vídeo divulgado hoje, intitulado Intihar - "suicídio", em árabe - começa com uma fotografia de um homem identificado como "Jason" pelos seqüestradores em seu comunicado, nome que aparece escrito em árabe na tela.

A gravação, entregue na semana passada no escritório do The Sunday Times em Bagdá, também inclui uma declaração de outro dos reféns, chamado de "Alan", que suplica ao Governo para que tome ações para "permitir que retorne para casa com sua família".

"Fisicamente, não estou bem. Psicologicamente, estou muito pior. Quero ver a minha família de novo", diz.

No comunicado, o grupo acusa o Governo britânico de ser indiferente a suas mensagens e aos reféns, e destaca que, apesar das repetidas advertências sobre o estado psicológico dos homens, as autoridades nada fizeram para pôr fim a seu sofrimento.

Os seqüestradores lamentaram a morte de "Jason", mas responsabilizaram as autoridades britânicas pelo destino dos reféns.

Segundo o The Sunday Times, o intermediário que entregou o vídeo a seu representante disse que o refém identificado como "Jason" tinha tentado se suicidar em duas ocasiões anteriores.

Além disso, indicou que só seria entregue uma prova da morte se o Governo britânico aceitasse negociar.

Em comunicado divulgado por Downing Street, o primeiro-ministro do Reino Unido, Gordon Brown, que hoje realizou uma visita surpresa ao Iraque, disse que seu governo estava encarando com "muito seriedade" o caso, que qualificou de "muito angustiante".

"Há muita gente trabalhando em segredo para tentar encontrar uma solução. Discuti o caso com o primeiro-ministro (iraquiano, Nouri) al-Maliki. Ambos desejamos que retornem sãos e salvos com suas famílias. Peço àqueles que os mantêm detidos que os libertem imediata e incondicionalmente", acrescentou.

O ministro de Assuntos Exteriores britânico, David Miliband, por sua parte, disse que a última mensagem dos seqüestradores "causará angústia e preocupação às famílias dos cinco homens" e que, como em ocasiões anteriores, o governo "enfatiza o apelo humanitário destas para conseguir a libertação dos reféns".

"O Ministério de Assuntos Exteriores está em estreito contato com as famílias dos homens para oferecer-lhes todo o apoio possível", acrescentou Miliband.

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