Ásia

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Sábado, 19 de julho de 2008, 06h49 Atualizada às 09h37

Revista: PKK quis libertar alpinistas seqüestrados

O Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK) esteve disposto a libertar os três alpinistas alemães seqüestrados no último dia 9, no monte Ararat (Turquia), mas desistiu após não conseguir chegar a um acordo com o Governo de Ancara sobre os detalhes da entrega.

» Resgate não lança mantimentos

Assim assegura o semanário alemão Der Spiegel, em sua edição que será publicada na próxima segunda-feira.

O semanário afirma que o PKK tinha oferecido entregar os reféns a membros de Cruz Vermelha Internacional, mas que Ancara exigiu que o resgate fosse feito por voluntários da organização islâmica Crescente Vermelho, possibilidade que foi rejeitada pelos seqüestradores.

Segundo a Der Spiegel, as negociações se mantiveram através de "canais secretos" estabelecidos pelo grupo de gestão de crise do Ministério de Exteriores alemão.

Também através destes canais, se sabe que os três montanhistas alemães se encontram bem de saúde.

A revista acrescenta que o gabinete de crise alemão tinha proposto ao PKK que deixasse os alemães simplesmente escapar, idéia que foi rejeitada pelos seqüestradores.

Há três dias, o encarregado das relações públicas do PKK no Curdistão iraquiano, Ahmed Deniz, insistiu em declarações que os montanhistas serão libertados "caso a Alemanha mude sua política, e exija à Turquia que termine com sua ofensiva contra o PKK".

Deniz assegurou que o grupo curdo está "preparado" para entregar os reféns a ONGs internacionais, que atuariam como intermediárias.

Anteriormente, o PKK tinha declarado que só libertaria os alpinistas caso o Governo de Berlim se comprometesse a deixar de perseguir os seguidores de sua organização na Alemanha.

Os três sequestrados, de 33, 48 e 65 anos, são originais da Baviera e integravam um grupo de 13 alemães que pretendiam escalar o monte Ararat.

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