Carolina Glycerio
Polônia
É com base nessas instalações, em boa parte financiadas pela UE, que o general Henryk Minkiewicz, responsável por um dos postos de controle com a República de Belarusque, diz estar pronto para assumir a "grande responsabilidade" de ser a nova fronteira externa da UE ¿ que faz divisa com Belarus, Ucrânia, Lituânia e Kaliningrado ao longo de 1.280 km.
"Tudo está pronto, só estamos esperando uma grande aquisição, equipamentos para checar a carga de caminhões", afirmou o militar. "Todas as exigências da União Européia já foram introduzidas."
Mas a própria União Européia desconfia da eficácia da Polônia no seu novo papel e vai manter os controles de fronteira na Alemanha por tempo indefinido. Os poloneses só precisarão apresentar documentos de identidade, mas estrangeiros vindos da Polônia ainda terão de passar pelo controle de passaportes.
Será assim porque a Polônia não faz parte da área Schengen (área de livre circulação que inclui 13 dos atuais 15 membros da UE) e não fará até que a Comissão Européia (órgão executivo da UE) decidir que o controle é suficientemente bom para dispensar os controles alemães.
"Será uma barreira dupla", diz um funcionário da Comissão Européia. "A fronteira polonesa é muito permeável, há postos de controles demais." Além disso, diz o funcionário, há temores em relação à corrupção de guardas na fronteira. "Os salários são baixos demais."
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