Ásia

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Sexta, 18 de julho de 2008, 01h42 Atualizada às 08h26

Demitidos tibetanos por mandar filhos para exterior

Os funcionários tibetanos que enviarem seus filhos a escolas abertas pelo Dalai Lama no exterior serão expulsos de seus postos, anunciou o governo da região autônoma chinesa.

"As normas apontam a utilização, por parte do grupo do dalai lama, das tentações de escolarização, comida e alojamento gratuitos para atrair os jovens a atravessar a fronteira", disse o governo regional.

"Os que já tenham seus filhos nestas escolas devem convencê-los a retornar em dois meses, o que atenuará ou eliminará o castigo do funcionário em questão", ressalta a nova lei.

As novas restrições chegam depois das conversas, no início deste mês, entre enviados chineses e do líder espiritual tibetano, nas quais a China exigiu ao dalai lama uma promessa "aberta e explícita" de que não apoiará ações para interromper os Jogos Olímpicos de Pequim nem buscar a independência do Tibete.

Os emissários do Governo tibetano no exílio, por sua parte, acusaram Pequim de falta de um "compromisso sério e sincero".

Em março, a região tibetana (sudoeste do país) viveu suas piores revoltas em duas décadas, quando centenas de tibetanos, liderados pelos monges budistas, saíram às ruas para protestar contra o domínio chinês, em protestos que derivaram em uma insurreição violenta.

Segundo Pequim, os manifestantes tibetanos mataram 18 "civis inocentes" e um policial, enquanto o governo tibetano no exílio assegurou que pelo menos 200 pessoas morreram na repressão dos protestos levada a cabo pelas forças da ordem chinesas.

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