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Atualizada às 08h04
O ex-vice-primeiro-ministro pode ser condenado a até 20 anos de prisão e cinco de inabilitação política se for declarado culpado, indicou o advogado.
Anwar afirmou que é inocente e alegou que essa denúncia faz parte de uma conspiração do Governo para impedir que ele possa ocupar uma cadeira no Parlamento.
O advogado explicou ontem em entrevista coletiva que a Polícia "solicitou, e lhe foi concedida, uma ordem de detenção contra Anwar".
O líder estudantil Mohd Saiful Bukhari Azlan, de 23 anos, que trabalhou na equipe de Anwar durante as eleições gerais de 8 de março, disse à Polícia que foi vítima de sodomia no dia 26 de junho.
Anwar acusou o Governo de tentar acabar com sua carreira política, como teria ocorrido em 1998 quando, quando ocupava os postos de vice-primeiro-ministro e de titular de Finanças, foi acusado de abuso de poder e sodomia, crimes que lhe valeram 15 anos de prisão, seis pelo primeiro e nove pelo segundo.
A Suprema Corte da Malásia anulou a pena por sodomia em 2004, e Anwar foi libertado, mas acabou impedido de assumir cargos públicos até abril de 2008.
As novas acusações contra Anwar acontecem em um momento no qual a popularidade da coalizão que governa o país desde sua independência, em 1957, está em um nível muito baixo, enquanto a oposição atravessa seu melhor momento.
EFE
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