América Latina

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Sexta, 4 de julho de 2008, 20h00 Atualizada às 20h24

Governo colombiano diz que as Farc "racharam"

As Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) "estão rachadas, fragilizadas", afirmou nesta sexta-feira o ministro da Defesa colombiano, Juan Manuel Santos, durante a apresentação do vídeo com o resgate da franco-colombiana Ingrid Betancourt e mais 14 reféns, entre eles três americanos.

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Santos acrescentou que as Farc "têm sérios problemas de comando, controle e comunicação". Acompanhado pelos comandantes das forças armadas, Freddy Padilla de León, e do exército, Mario Montoya, Santos projetou "o filme" da "Operação Xeque".

O ministro ressaltou que a operação foi "100% colombiana", embora tenha reconhecido que as tropas de seu país recebem assistência dos Estados Unidos e de Israel.

"Uma semana antes, avisamos o embaixador dos EUA (na Colômbia, William Brownfield), em minha casa, na presença do general Padilla", contou Santos, explicando que essa "foi uma promessa do presidente (Álvaro) Uribe ao presidente (George W.) Bush".

O funcionário do alto escalão também negou o pagamento de resgate pelos reféns. "Não houve pagamentos. Isso é mentira. É uma informação sem fundamento. Não foi pago um só centavo", disse Santos sobre uma notícia de um rádio suíça, segunda a qual o governo colombiano desembolsou US$ 20 milhões pelos seqüestrados.

"É absolutamente mentira", frisou o ministro, que destacou que o resgate foi mais um "da inteligência que militar" em que não houve um só tiro nem foi derramada uma só gota de sangue.

Santos disse não acreditar em represálias das Farc e novamente contou que militares se infiltraram em uma frente da guerrilha para conseguir a libertação do grupo.

"A novela, por assim dizer, foi que estes seqüestrados se deslocavam por determinação de Alfonso Cano (atual chefe máximo das Farc) para implementar um processo de troca humanitária, uma negociação. Por conta disso, eles estavam sendo transferidos para outro acampamento", disse.

O ministro explicou que o processo seria iniciado e "por isso a presença de uma 'comissão internacional', que supostamente ajudava a missão de troca humanitária".

"Por isso, a abordagem foi bastante parecida com a das libertações unilaterais" do começo do ano, declarou após mostrar as imagens da operação.

O ministro também esclareceu que, em nenhum momento, os militares usaram a voz de "Mono Jojoy", um dos líderes da guerrilha, para enganar os rebeldes. Ao insistir em que as Farc têm falhas evidentes de comunicação, Santos afirmou que o exército se aproveitou "dessas circunstâncias".

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