América Latina

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Sexta, 4 de julho de 2008, 17h14 Atualizada às 17h13

Lula: Brasil não pode intervir para libertar reféns

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta sexta-feira que o governo brasileiro não pode intervir em prol da libertação dos demais reféns das Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia). De acordo com o presidente, o Brasil deve respeitar a soberania da gestão colombiana de Álvaro Uribe, que poderá lidar com o processo de negociação dos prisioneiros da guerrilha da maneira que achar conveniente.

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"Eu acho que não é um problema do Brasil intervir porque o Brasil respeita a soberania da Colômbia. É um problema da Colômbia", disse Lula.

Na manhã de hoje, a ex-senadora colombiana Ingrid Betancourt declarou que Lula atuou "na medida do possível" durante o processo de libertação dos reféns e já informou que pretende se encontrar pessoalmente com o presidente brasileiro para pedir que ele atue em prol da libertação dos prisioneiros que ainda continuam na selva.

Assim como fez ontem, Lula condenou hoje a estratégia da guerrilha de atuar por meio de seqüestros e fez votos para que Betancourt recupere os mais de seis anos que passou no cativeiro.

"O momento de democracia consolidada que vive a América Latina e a América do Sul não existe nenhuma razão para nenhuma organização política achar que precisa chegar ao poder pela via armada. É muito melhor e muito mais fácil se organizar politicamente, disputar as eleições e ganhar até em todos os países da América Latina", observou o presidente. "Eu espero que a Ingrid possa agora recuperar o tempo de cativeiro vivendo sua liberdade em total plenitude".

Ao analisar sua relação diplomática com a Colômbia, Lula destacou que irá visitar o presidente Uribe dentro de pouco mais de dez dias. "Eu estou indo na Colômbia no próximo dia 19 e dia 20. Dia 19 para fazer uma reunião empresarial e dia 20 vou como convidado para o Dia da Independência da Colômbia. O Brasil tem uma extraordinária relação com a Colômbia. Acho que o que aconteceu com a Colômbia foi um sinal muito forte para todos aqueles que lutam por liberdade, para todos aqueles que lutam por um Estado (democrático) de Direito", declarou.

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