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Atualizada às 21h21
Além das bandeiras, os fogos de artifício e os milhares de produtos tipicamente americanos, que serão usados na festa deste evento, chegam do antigo inimigo comunista, cuja economia despertou como um dragão mitológico.
Segundo o Escritório do Censo, que se encarrega das estatísticas oficiais, no ano passado os americanos gastaram US$ 4,7 milhões em bandeiras, a maioria delas - US$ 4,3 milhões -, foi importada da China.
Os dados deste escritório mostram que o patriotismo saiu caro para os americanos em 2007 já que, entre bandeiras, cartazes e emblemas do símbolo do país, gastaram US$ 349,2 milhões.
Outra forma de ver o tão retratado 4 de julho, que nos EUA lembra o triunfo dos colonos sobre a soberania britânica com a declaração de independência, seria analisar o "Independence Day" em números.
Assim, segundo os dados históricos do censo, em 4 de julho de 1776 viviam 2,5 milhões de habitantes nas 13 colônias - que foram o embrião do que viria a ser os EUA - frente aos 304 milhões que ocupam atualmente o país.
Uma vez conquistada a independência, afloraram as povoações que incluíam em seu nome a palavra "liberdade", "independência", ou "águia", pássaro que serve de símbolo nacional.
O Estado que abriga mais cidades com tão patriótico nome, segundo o censo, é Iowa, onde ficam Liberty, New Liberty, North Liberty e West Liberty, no entanto no Missouri está a cidade mais povoada chamada Liberty, com 29.581 habitantes.
Também há 31 lugares que levam o símbolo nacional, o mais povoado é Eagle Pass, no Texas, com 26.401 habitantes; 12 levam a palavra independência e também há um pequeno povoado de 192 habitantes chamado Patriot (Patriota).
Poderia haver algo mais patriota do que passar o 4 de julho em uma cidade chamada América? Há cinco cidades com esse nome no país, a mais povoada é American Fork, em Utah, com 25.596 habitantes.
Apesar de tanto patriotismo, o rancor em relação aos britânicos não é bem-vindo, sobretudo no mercado americano onde a troca comercial supera os US$ 100 bilhões, o que transforma o rival de 1776 no sexto parceiro comercial dos EUA.
Para celebrar este dia especial nada melhor do que um churrasco, uma das atividades prediletas dos americanos, segundo outra destas estatísticas, que aponta que mais de 74 milhões de americanos participaram de um churrasco no ano passado, e a grande maioria deles asseguram que foi em 4 de julho.
Por último, para acabar o dia de maneira mais tradicional, uma sessão de fogos de artifício também chineses. No ano passado, os EUA importaram um total de US$ 217 milhões em material pirotécnico; US$ 207 milhões vieram da China, enquanto a produção nacional não ultrapassou 10%.
EFE
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No ano passado, os americanos gastaram US$ 4,7 milhões em bandeiras
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