Ingrid: Lula agiu na medida do possível por resgate

04 de julho de 2008 • 13h52 • atualizado às 18h22

Lúcia Jardim
Direto de Paris

Paris


A franco-colombiana Ingrid Betancourt considera que o presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva agiu "na medida do possível" pelo resgate dos seqüestrados pelas Farc. A ex-senadora que passou seis anos em poder da guerrilha se pronunciou sobre o governo brasileiro durante entrevista em Paris na tarde desta sexta.

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Questionada pela imprensa, Ingrid afirmou que se os brasileiros pensam que não fizeram o suficiente podem ficar tranqüilos porque sempre tem muito mais a ser feito. Ela disse ainda que espera contar com a ajuda de Lula nesta segunda etapa que virá depois de sua libertação: a luta para salvar outros reféns ainda em poder das Farc.

A ex-refém afirmou que pretende vir ao Brasil o mais breve possível para encontrar com Lula, agradecer pela mobilização e pedir a ajuda dele na luta pelos que ainda estão em poder da guerrilha.

Para Ingrid, o papel de Lula foi fundamental porque passou ao presidente colombiano, Álvaro Uribe, a mensagem de que todos os países da América Latina estavam unidos para ajudá-lo na causa. Pelo que Uribe disse à Ingrid, ele sempre soube que poderia contar com o Brasil.

Planos
Sobre seus planos para os próximos dias, Igrid disse que ainda não tem projetos. "É uma coisa maravilhosa ter uma agenda vazia em que eu posso escolher o que vou fazer em cada dia que vem pela frente", afirmou.

Apesar de não ter planos para um futuro próximo, a franco-colombiana garantiu que ficará na França até o dia 14 de Julho, feriado nacional que lembra a Queda da Bastilha, no início da Revolução Francesa.

Ingrid também fará uma série de exames médicos no Hospital Val-de-Grâce, em Paris, para verificar seu estado de saúde, depois de seis anos na selva colombiana. De acordo com ela, esta será a largada para sua nova vida.

Perguntada sobre onde pretende viver a partir de agora, Ingrid não soube responder. Ela tem familiares na Colômbia, onde tinha uma carreira política antes do seqüestro, seu filho, Lorenzo, mora na França com o pai, e a filha, Mélanie, nos Estados Unidos, onde estuda. Porém, a franco-colombiana disse que é uma cidadã do mundo e não planeja ter uma residência fixa em nenhum dos três países.

Redação Terra
 
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