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Blassel declarou à emissora colombiana La W que a operação executada na quarta-feira, na qual a ex-candidata presidencial franco-colombiana Ingrid Betancourt, três americanos e 11 militares e policiais colombianos recuperaram a liberdade, "foi uma armação" do governo do presidente Álvaro Uribe.
O repórter afirmou que a suposta negociação foi realizada com o rebelde conhecido como "César", detido na operação de quarta-feira e apresentado ontem à imprensa, em Bogotá.
"Não foi uma negociação com as Farc diretamente, mas com uma pessoa muito importante da organização, o comandante 'César'", afirmou o jornalista suíço, que citou uma fonte não identificada.
Blassel assinalou que a fonte assegurou que os Estados Unidos patrocinaram o suposto pagamento ao guerrilheiro pelo fato de terem três reféns americanos entre os seqüestrados.
Além de Betancourt, seqüestrada em 2002, também foram resgatados os americanos Keith Stansell, Thomas Howes e Marc Gonsalves.
Mas, de acordo com a versão difundida pela emissora estatal suíça RSS, Stansell, Howes e Gonsalves, seqüestrados em 2003 enquanto colhiam informação sobre plantações ilícitas nas selvas colombianas do Caquetá (sul da Colômbia), eram, supostamente, membros do FBI (Polícia federal americana).
Segundo Blassel, "os três americanos trabalhavam para o FBI e foram cedidos ao Departamento Americano Antidroga (DEA) para fazerem um trabalho. Por isso o interesse dos EUA em libertar os cidadãos era muito grande".
Ele acrescentou que "o contato com o 'comandante César' foi estabelecido através de sua namorada, capturada há cerca de quatro meses pelo exército".
"Se o povo soubesse que esta operação foi uma armação por trás de uma negociação, não se importaria, já que Uribe sai como o vencedor e passa a ser visto como o homem forte", disse.
No entanto, o porta-voz do Ministério de Assuntos Exteriores da França, Eric Chevallier, negou o pagamento de resgate pela libertação de Betancourt, que foi recebida hoje pelo presidente Nicolas Sarkozy.
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