América Latina

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Quinta, 3 de julho de 2008, 22h48 Atualizada às 22h59

Betancourt diz que pensava em suicídio diariamente

A franco-colombiana Ingrid Betancourt, resgatada com outros 14 reféns na véspera, disse nesta quinta-feira que pensava em se matar diariamente, durante os mais de seis anos que durou seu cativeiro.

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Em entrevista coletiva concedida na embaixada francesa em Bogotá, Betancourt assinalou que "a tentação do suicídio era permanente em todos" os reféns e que alguns chegavam a "ensaiar" este suicídio.

"No meu caso, a tentação era diária, no sentido de pensar no suicídio e dizer: Será uma opção? Serei capaz? O que meus filhos vão pensar? Mas sempre desistia porque tinha uma base muito forte, que era o programa de rádio diário pelo qual me punham em contato com minha mãe, que dizia o que estava acontecendo com minha família, meus filhos".

Betancourt, sequestrada em 23 de fevereiro de 2002, disse que "a morte é a companheira mais fiel do refém, porque as pessoas que nos prendem têm a ordem de nos matar a qualquer momento".

A política franco-colombiana foi resgatada nesta quarta-feira, junto com os reféns americanos Thomas Howes, Marc Gonsalves e Keith Stansell, que trabalhavam para o departamento de Defesa dos EUA, e 11 membros das forças de segurança colombianas.

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Reuters Ingrid Betancourt concede entrevista coletiva na embaixada da França em Bogotá Ingrid Betancourt concede entrevista coletiva na embaixada da França em Bogotá

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