Parada gay de Paris foca discriminação nas escolas

28 de junho de 2008 • 17h31 • atualizado às 19h20
O desfile reuniu jovens com vontade de festejar e autoridades políticas Foto: AFP
O desfile reuniu jovens com vontade de festejar e autoridades políticas
28 de junho de 2008
Foto: AFP

Entre 500 mil e 700 mil pessoas participaram hoje da já tradicional Parada do Orgulho Gay de Paris, que este ano, além de seu caráter festivo, focou sua mensagem na luta contra as discriminações dentro do ambiente escolar.

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Um grande cartaz no qual se lia "Por uma escola sem nenhuma discriminação" abria a sétima edição da passeata organizada pela Associação de Gays, Lésbicas, Bissexuais e Transgêneros (GLBTs), na qual não faltaram carros alegóricos e fantasias coloridas.

O desfile, entre as praças de Denfert-Rochereau e a da Bastilha, mais uma vez reuniu um público composto majoritariamente por jovens com muita vontade de festejar. Porém, também atraiu personalidades políticas cientes da importância do evento.

Entre os políticos que foram à passeata, destacou-se o prefeito de Paris, o socialista Bertrand Delanoë, que há alguns anos assumiu publicamente sua homossexualidade.

Ao falar sobre o lema do desfile, Delanoë disse que "as crianças devem saber que um menino é igual a uma menina, que um heterossexual é igual a um homossexual".

A presidente do centro GLBT de Paris, Christine le Doaré, justificou o lema deste ano dizendo que "a única solução para combater a homofobia é fazer prevenção na escola". Segundo ela, "isso supõe autorizar mais associações homossexuais a discursarem" nos centros educativos.

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