Parentes das vítimas fizeram vigília |
Um soturno silêncio tomou conta da escola de Littleton, Colorado. Foi lá que em abril de 1999 dois adolescentes revoltados - Eric Harris, 18, e Dylan Klebold, 17 - invadiram a escola armados e mataram 12 colegas e uma professora, antes de se suicidarem. Outras 23 pessoas ficaram feridas, algumas em estado grave.
Uma vigília e uma cerimônia com velas foram marcadas para a noite de terça-feira no parque ao lado da escola. Durante o dia, não houve aula.
Tom Mauser, que teve seu filho Danny assassinado na biblioteca, chegou ao parque com lágrimas nos olhos. "Este é um dia muito duro", disse ele, que usava um broche com a foto de seu filho, o mesmo que ele exibiu em várias manifestações pela venda controlada de armas de fogo. "Apreciamos demais essa efusão de amor. É algo que tocou nossos corações", disse Mauser.
Os estudantes que estavam na escola e sobreviveram àquele ensolarado 20 de abril de 1999 já se formaram. Além disso, 80% dos funcionários já deixaram o Colégio Columbine, seja por aposentadoria ou outras razões, segundo as autoridades locais.
Um funcionário que permanece é o diretor Frank De Angelis. "Eu não teria suportado se tivesse saído", disse ele à rádio KOA, de Denver. Na época do massacre, De Angelis prometeu aos alunos que permaneceria no cargo "até que cada um de vocês atravesse o palco para receber o diploma".
Desde o massacre, escolas e delegacias de polícia passaram a dedicar mais atenção aos adolescentes revoltados e isolados, capazes de atos de agressão aleatórios.
Dave Thomas, promotor da região, disse hoje à CBS que os jovens que fazem ameaças estão recebendo mais atenção e continuam aparecendo em seu distrito. "Felizmente conseguimos intervir nestas situações, e acho que essa é a tendência nacional, porque estamos levando esse tipo de coisa muito mais a sério do que fazíamos antes de Columbine."
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