Passageiros ouvem explicação de um funcionário de uma estação ferroviária depois que o governo ordenou que os trens parassem de funcionar |
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De acordo com um funcionário do governo, uma das mortes ocorreu quando uma pessoa saiu correndo de um prédio em pânico e foi atingida por um caminhão que passava no local. Segundo Nobutaka Machimura, um dos feridos está em estado grave.
Segundo a agência AP, o tremor causou deslizamentos e derrubou uma ponte. O segundo morto teria sido atingido por um deslizamento de terra enquanto pescava.
O terremoto, registrado às 8h43 (20h43), foi sentido com mais força na cidade de Iwate, cerca de 500 km a norte de Tóquio, e sacudiu prédios na capital. Uma série de tremores secundários foram sentidos em seguida. A agência não lançou um alerta de tsunami.
Após o forte termor, as autoridades interromperam o trânsito em estradas e ordenaram que trens de alta velocidade parassem de funcionar.
Duas plantas nucleares localizadas na área do tremor não sofreram danos e continuam a operar normalmente, de acordo com a emissora NHK.
O tremor teve seu epicentro na localidade de Iwate, 450 km ao norte de Tóquio, e a uma profundidade de 10 quilômetros.
Câmeras dos circuitos de segurança da cidade mais próxima, Sendai, mostraram a força do tremor, que durou 30 segundos. A NHK entrevistou um oficial da prefeitura de Miyagi que afirmou ter visto telhas caindo de algumas casas.
"Foi assustador", disse Sachiko Sugihara, que trabalha em uma loja de conveniências na cidade de Oshushi. "A televisão caiu no chão e o refrigerador balançou muito."
O mais grave terremoto do Japão nos últimos anos, de 7,3 graus e que ocorreu em Kobe, no oeste do país, em 17 de janeiro de 1995, deixou mais de 6 mil mortos.
O Japão é alvo de 20% dos terremotos mais fortes do mundo. Ao longo do tempo, o país construiu uma infra-estrutura destinada a resistir a esses tremores.
Com agências internacionais.
Redação Terra