"Bush é um grande amigo pessoal e da Itália", foram as palavras elogiosas de Berlusconi ao presidente americano, que faz uma viagem de despedida pela Europa antes da conclusão de seu mandato, em janeiro de 2009.
O chefe de governo italiano declarou-se "totalmente de acordo" com a política dos Estados Unidos de enviar missões militares a Afeganistão, Kosovo e Líbano, e também sobre o programa nuclear iraniano, durante uma entrevista coletiva conjunta em Roma com Bush.
A Itália confirmou que está disposta a atenuar as condições de permanência das tropas italianas no Afeganistão, que se encontram concentradas em sua maioria na capital Cabul e na região "tranquila" de Herat.
O governo italiano quer modificar os prazos para dar uma resposta mais rápida sobre seu deslocamento para outras zonas quando necessário, passando a 5 ou 6 horas ao invés das atuais 72 horas.
"Aprecio muito esta decisão", comentou Bush, que não descartou a possibilidade de que a Itália possa passar a integrar o grupo de mediadores formado pelos cinco países (membros permanentes) do Conselho de Segurança da ONU mais a Alemanha, encarregados de negociar com o Irã seu programa nuclear.
A Itália é o maior parceiro comercial do Irã na Europa, com 5,2 bilhões de euros em negócios em 2006, e por isso deseja fazer parte do grupo de negociadores com esse país, com o qual historicamente mantém laços comerciais fortes.
O presidente americano concluirá nesta sexta-feira sua visita de três dias à Italia e ao Vaticano com um encontro com o Papa Bento XVI.
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