Com Merkel, Bush eleva o tom contra Irã

11 de junho de 2008 • 06h56 • atualizado às 09h38
O presidente americano George W. Bush se encontra com a chanceler alemã Angela Merkel no palácio de Meseberg
O presidente americano George W. Bush se encontra com a chanceler alemã Angela Merkel no palácio de Meseberg
11 de junho de 2008
AP

O presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, afirmou nesta quarta-feira que a diplomacia continua sendo a via preferida para tratar do programa nuclear iraniano, mas elevou o tom e disse ainda que "todas as opções estão sobre a mesa".

» Bush se arrepende de retórica belicosa

Bush e a chanceler alemã, Angela Merkel, fizeram um pronunciamente conjunto, após uma reunião na qual abordaram assuntos como o programa nuclear iraniano, a cúpula do G8, (o grupo formado pelos sete países mais desenvolvidos e a Rússia) em julho no Japão e a situação no Afeganistão.

Segundo o presidente americano, o Governo iraniano "tem uma opção a tomar, mas até agora escolheu a opção errada para seu povo", em referência à recusa de Teerã em colocar fim a suas atividades nucleares, apesar dos incentivos oferecidos pelo Ocidente.

O alto representante para Política Externa e Segurança da União Européia (UE), Javier Solana, viajará para Teerã na próxima semana para apresentar um novo conjunto de incentivos às autoridades iranianas.

Se o Irã não aceitar a proposta e continuar suas atividades atômicas, em particular o enriquecimento de urânio, os EUA e a UE ameaçaram adotar sanções adicionais.

"Todas as opções estão sobre a mesa, a favorita é a diplomática e colaborar com nossos parceiros", disse Bush, que acrescentou que, por enquanto, os trabalhos se concentram em explicar aos iranianos que há melhores maneiras de avançar do que o isolamento, mas é uma decisão que eles têm que tomar".

Se o Irã não aceitar as exigências da comunidade internacional, "haverá sanções adicionais", disse o presidente dos Estados Unidos.

Merkel afirmou que querem "dar à via diplomática uma oportunidade para funcionar, mas é uma questão" que devem resolver e, se Teerã não aceitar, "será preciso aplicar novas sanções".

A chanceler expressou sua preferência por sanções no âmbito da ONU, pois "enquanto mais países as aplicarem, mais efetivas serão", mas não descartou iniciativas unilaterais da UE, como medidas no setor bancário.

Em resposta a outra pergunta, Bush, que em entrevista ao jornal "The Times" admitiu que usou o tom errado ao falar da Guerra do Iraque, insistiu em que, apesar de tudo, "a decisão de derrubar Saddam Hussein foi correta".

Merkel falou das altas nos preços dos alimentos e da energia, e declarou a necessidade de promover novas tecnologias e padrões internacionais para os biocombustíveis, que não provoquem uma "competição" com os cultivos destinados à alimentação.

Após a entrevista coletiva, os dois líderes continuarão sua reunião com um almoço, após o qual Bush deve ir a Roma.

Roma será a terceira escala de uma viagem de despedida pela Europa que já levou Bush a Brdo, na Eslovênia, para participar da Cúpula União Européia-Estados Unidos, e que terá como seguintes destinos a França e o Reino Unido.

EFE - Agência EFE - Todos os direitos reservados. É proibido todo tipo de reprodução sem autorização escrita da Agência EFE S/A.
 
Enviar para amigos
Fechar por:
Enviar para amigos
Fechar por:

Imprimir

Fechar
Mais vistos

Notícias

  1. Carregando...
leia mais notícias »