Notícias » Mundo » Mundo

 Ex-refém: Farc podem entregar seqüestrados a Lula
10 de junho de 2008 17h26 atualizado às 17h36

O ex-senador colombiano Luis Eladio Pérez, que ficou quase sete anos em poder das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), disse nesta terça-feira que a guerrilha cogita entregar seqüestrados ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

» Hugo Chávez pede paz às Farc
» Ministro pede que Farc escutem Chávez
» Pedido de Chávez às Farc anima parentes
» Exército encontra arsenal das Farc

Pérez, libertado em fevereiro passado, reiterou, antes de se reunir com o presidente colombiano, Álvaro Uribe, que há operações em andamento para libertar vários seqüestrados.

Ele especificou que, dentro de alguns dias, será anunciado se a guerrilha recorrerá a Lula, aos presidentes de Venezuela, Hugo Chávez, e Equador, Rafael Correa, ou ao próprio Uribe.

"O processo está em andamento e o país saberá muito em breve o local, as condições, as coordenadas e as pessoas às quais (os reféns) serão entregues, se a Lula, ao presidente Chávez, a Correa ou a Uribe", disse o ex-parlamentar aos jornalistas ao entrar na casa presidencial de Nariño.

Pérez indicou que entre os que seriam libertados estão a ex-candidata presidencial franco-colombiana Ingrid Betancourt, o ex-governador do departamento de Meta Alan Jara, o ex-parlamentar Óscar Tulio Lizcano e o ex-deputado regional de Valle del Cauca Sigifredo López.

O alto comissário para a Paz colombiano, Luis Carlos Restrepo, participou da reunião de Luis Eladio Pérez com Uribe. Desde sua libertação, o ex-senador fez contatos em vários países para buscar um acordo humanitário para a troca de seqüestrados por guerrilheiros presos.

As Farc têm em seu poder um grupo de 40 políticos, soldados, policiais e americanos, os quais desejam trocar por 500 rebeldes presos, mas, para isso, exigem um acordo humanitário, condicionado a que o governo desmilitarize os municípios de Florida e Pradera (Valle del Cauca).

O ex-legislador considerou que uma libertação de seqüestrados seria um gesto das Farc para que o grupo seja retirado das listas internacionais de terrorismo.

EFE
EFE - Agência EFE - Todos os direitos reservados. É proibido todo tipo de reprodução sem autorização escrita da Agência EFE S/A.