O ministro do Interior e de Justiça da Colômbia, Carlos Holguín, declarou que com a confirmação da morte de Tirofijo por parte das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) o país sente o alívio de se ver livre de uma das figuras que mais causou dano à nação.
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Segundo Hoguín, Tirofijo, cujo verdadeiro nome era Pedro Antonio Marín, foi um dos personagens que "mais mortes causou e mais dor derramou pelo território colombiano".
Tirofijo, o líder máximo das Farc, morreu em 26 de março, de um infarto cardíaco, confirmou Rodrigo Londoño Echeverri, conhecido como Timochenko, em um vídeo divulgado hoje.
A morte do líder rebelde, fundador e chefe histórico das Farc, havia sido antecipada pelo ministro da Defesa colombiano, Juan Manuel Santos, em entrevista à revista "Semana", mas a guerrilha só confirmou a notícia hoje.
Holguín acrescentou que "continua-se, desta maneira, avançando na eliminação das Farc e desse grupo terrorista de bandidos".
Sobre o "sucessor" de Manuel Marulanda Vélez ou Tirofijo, o ministro colombiano destacou que "não se deve criar expectativas nem cantar vitória" e advertiu que "as operações militares continuarão".
"Continuará a política de 'segurança democrática' (contra as guerrilhas e o narcotráfico) e continuará a luta pela paz para todos os colombianos", acrescentou o alto funcionário.
Segundo Timochenko, Marulanda, considerado o guerrilheiro mais velho do mundo, faleceu "nos braços de sua companheira e rodeado de seu guarda pessoal".

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