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 Homem que atentou contra Papa quer nacionalidade polonesa
23 de maio de 2008 09h18 atualizado às 10h30

O turco Mehmet Ali Agca, autor do atentado contra o falecido papa polonês João Paulo II em 1981, escreveu ao presidente da Polônia, Lech Kazynski, pedindo que lhe seja concedida a nacionalidade desse país, informou seu advogado.

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Em uma carta que será enviada na segunda feira ao presidente polonês, Anca, preso em Istambul, afirma ser "o irmão espiritual" de João Paulo II, "um ser formidável e perfeito", assinalou o advogado, Haci Ali Ozkan.

A carta, que foi escrita em turco, será traduzida ao polonês antes de ser enviada.

"A história da Polônia é imaculada (...) peço ser cidadão da Polônia, país nobre de Karol Woktyla, eleito Papa em 1978 e falecido em 2005", afirma Agca em sua carta, segundo uma cópia em turco obtida pela AFP.

O advogado explicou ainda que enviou, no início de maio, os documentos legais ao consulado da Polônia em Istambul e que outros procedimentos estavam sendo realizados.

"A decisão final é do presidente", declarou no início do mês à AFP Piotr Paszkowski, porta-voz do ministério polonês das Relações Exteriores, antes de acrescentar que na sua opinião o pedido será negado por medidas legais.

"Para obter a cidadania polonesa é necessário ter morado por pelo menos cinco anos no país", explicou.

João Paulo II perdoou o agressor, visitando Agca em 1983 em uma prisão italiana.

Após ter passado 19 anos em uma prisão na Itália, o ex-militante ultranacionalista foi entregue em 200o às autoridades turcas, que o acusam e ter roubado um banco em 1970 e de ter assassinado um jornalista em 79.

AFP
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