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Atualizada às 17h34
Segundo Ortega, a Interpol "atuou em detrimento de Estados que são membros (Equador e Venezuela)" e que, por isso, "deveria dar explicações".
Como já havia feito na semana passada, Ortega insistiu que, além de assumir um trabalho não autorizado em seus estatutos, a Interpol aprovou a "custódia" de equipamentos sobre os quais "ninguém mais teve controle".
"É um manejo irregular de custódia. Nenhuma legislação do mundo suporta uma prova pericial desse tipo. E o mais grave é que representantes da Interpol se prestaram a isso", disse Ortega.
A procuradora mostrou documentos nos quais se vê que, três dias depois do ataque ao acampamento das Farc, o diretor da Polícia Nacional da Colômbia, general Óscar Naranjo, pediu à Interpol para certificar três computadores e três dispositivos de armazenamento USB, supostamente encontrados entre os cadáveres.
Cinco dias depois, acrescentou Ortega, a polícia colombiana disse que se tratava de "três computadores, três dispositivos USB e dois discos rígidos externos" e que, finalmente, terminou entregando à Interpol 18 documentos.
"Os funcionários policiais colombianos manipularam as provas. De outra forma, como teriam extraído esses documentos?", perguntou Ortega, revelando que a Interpol levou tudo isso para um país do sul da África "que ninguém sabe qual é".
Ela acrescentou que o mesmo relatório da Interpol "apresenta documentos com datas futuras, alguns dos quais de agosto e dezembro de 2009, e que, provavelmente, a manipulação ocorreu entre os dias 1 e 3 de março, ou seja, depois da data em que se diz ter sido apreendida a prova".
EFE
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