Morales denuncia demagogia e censura em cúpula

17 de maio de 2008 • 15h11 • atualizado às 16h32

O presidente boliviano, Evo Morales, afirmou que houve "demagogia" por parte de certos líderes na Cúpula União Européia-América Latina em Lima, no Peru, e censura na hora de permitir falar, nas sessões, os chefes de Estado da esquerda mais combativa da região.

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"Aprendi bastante nesta cúpula de chefes de Estado. Há propostas muito interessantes de muitos poucos presidentes, mas depois de alguns presidentes é pura demagogia", disse Morales no dia de encerramento da Cúpula, dedicada às reuniões entre os blocos latino-americanos e a UE.

"Se queremos acabar com a pobreza, isso só acontecerá com o fim do sistema capitalista", acrescentou Morales.

Em suas declarações, o mandatário boliviano criticou, além disso, a decisão da organização da reunião de cúpula de não incluir nenhum líder latino-americano da esquerda mais combativa nos discursos da cerimônia de encerramento da sessão plenária de sexta-feira.

"Queria escutar algum presidente na intervenção de ontem de encerramento. Mas estava bem organizado, bem planejado, para que nenhum presidente que tem diferenças ideológicas, culturais, programáticas, em temas financeiros, pudesse participar", indicou.

"São as regras destas cúpulas, mas quero expressar minhas profundas discordâncias", continuou Morales, que recordou que atualmente há "cinco" presidentes latino-americanos que compartilham o modelo socialista, uma cifra considerável em comparação a outras épocas, em que apenas o cubano Fidel Castro assumia essa posição.

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