EU-LAC: ainda não há metas para combater a pobreza

17 de maio de 2008 • 01h50 • atualizado às 01h59

Os ambiciosos objetivos fixados pela 5ª Cúpula América Latina-Caribe-União Européia (EU-LAC, na sigla em inglês), em Lima, para combater a pobreza e a desigualdade foram estabelecidos em uma extensa declaração repleta de compromissos de boa vontade, mas sem metas definidas ou números de investimento para atenuar dois dos mais graves problemas dos latino-americanos.

A declaração final do encontro recolhe o compromisso das partes de aumentar sua relação e de trabalhar pelo cumprimento dos objetivos comuns.

Como novidade, a Cúpula abriu o caminho para a criação de uma Fundação permanente para "estimular" e "aumentar a visibilidade" da cooperação entre os países destas regiões.

Além disso, o texto incluiu o lançamento de um programa conjunto contra a mudança climática, batizado de "Euroclima", que permitirá compartilhar conhecimentos e coordenar as ações contra o aquecimento global.

No entanto, na luta com a pobreza e a exclusão social, o documento se limitou a declarações de boas intenções, apesar da sensível situação da América Latina, uma região com mais de 200 milhões de pobres, e que não conseguiu reduzir os níveis de exclusão social.

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