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Atualizada às 18h49
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O francês Jean-Maurice Ripert disse ter tido uma acalorada discussão durante a sessão da Assembléia Geral, na qual o secretário-geral Ban Ki-Moon também discursou, dizendo não ter havido progressos no acesso da ONU às vítimas do ciclone Nargis.
"Fui interrompido após minha primeira frase pelo embaixador de Mianmar, que denunciou o fato de que a França estava enviando um navio de guerra à Birmânia. Isso não é verdade", afirmou Ripert a jornalistas.
De acordo com o diplomata, trata-se de um navio da Marinha, mas não de um navio de guerra. Ele leva 1,5 mil toneladas de alimentos e remédios, além de outros equipamentos para os trabalhos de resgate no delta do rio Irrawaddy.
O embaixador de Mianmar na ONU, Kyaw Tint Swe, não foi localizado para comentar. Ripert disse que o navio estará na costa birmanesa no sábado, mas ainda não recebeu autorização para entregar a ajuda. "Ainda esperamos que eles não recusem", afirmou.
De acordo com ele, a situação está passando de um desastre humanitário para "uma situação que pode levar a algum verdadeiro crime contra a humanidade".
A França já sugeriu que o Conselho de Segurança da ONU evoque o conceito de "responsabilidade de proteger", estabelecido em 2005, originalmente para justificar intervenções em caso de genocídio e crimes de guerra.
Mas China, Rússia, Vietnã e África do Sul se opõem ao envolvimento do Conselho de Segurança numa questão que segundo eles é humanitária em vez de política.
A ONU anunciou que seu subsecretário-geral para Assuntos Humanitários, John Holmer, chega no domingo a Mianmar para tentar estabelecer contato com os arredios generais locais, a fim de facilitar o acesso das agências humanitárias aos cerca de 2,5 milhões de afetados pelo ciclone deste mês.
A porta-voz Michele Montas disse que Holmes leva consigo uma terceira carta de Ban ao chefe da Junta, general Than Shwe, que até agora ignora repetidamente os apelos do secretário-geral para que haja um diálogo.
Reuters
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