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Atualizada às 13h39
"Estou entristecido. A bandeira é o maior símbolo de um país. É triste e injusto que isso tenha sido feito contra os brasileiros que contribuíram com o progresso e a riqueza do Paraguai. Espero que não se repita", ressaltou.
Além disso, "não existe razão para uma posição tão agressiva", afirmou. O líder camponês Elvio Benítez, que promoveu o ato na colônia Curupaty de San Pedro (400 km a nordeste), é ligado ao presidente eleito Fernando Lugo. Ele divulgou uma carta exigindo "a saída dos brasileiros em situação irregular e a retirada de máquinas das áreas verdes".
"A luta frontal está declarada contra os empresários que envenenam e aniquilam os recursos naturais do Paraguai", enfatizou Benítez, líder da chamada Coordenação pela Defesa da Soberania e da Reforma Agrária.
O líder camponês presidiu um desfile pelo Dia da Independência na quinta-feira, no qual alunos da colônia marcharam com boinas ao estilo Hugo Chávez e com a mão esquerda erguida com o punho cerrado, segundo fotos divulgadas por jornais nesta sexta-feira.
Lugo, que assumirá a presidência no dia 15 de agosto, justificou há uma semana a invasão de terras como "última alternativa", em uma mensagem pronunciada diante de cerca de 2 mil agricultores reunidos na Praça Itália de Assunção.
O presidente da Associação Rural do Paraguai (ARP) classificou de "lamentável" a queima da bandeira brasileira e advertiu que os proprietários não tolerarão invasões as suas propriedades.
AFP
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