Europa

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Sexta, 16 de maio de 2008, 03h53 Atualizada às 09h25

Seita deixa caverna onde aguardava fim do mundo

Os membros de uma seita apocalíptica russa que esperavam em uma caverna pelo fim do mundo desde novembro do ano passado abandonaram o seu confinamento na região de Penza, cerca de 600 km ao sudeste de Moscou, informaram fontes oficiais.

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"Todos saíram à superfície esta manhã", disse Vladimir Provorotov, um funcionário local, que informou à agência Interfax que nove pessoas estavam no refúgio.

Provorotov disse que os membros da seita apocalíptica concordaram em pôr fim a seu confinamento depois que socorristas lhes explicaram que existia o risco de envenenamento pela presença na caverna dos corpos de duas adeptas que morreram há várias semanas.

Pouco antes, o vice-governador de Penza, Oleg Melnichenko, tinha anunciado que os socorristas exumaram na madrugada de hoje os restos das duas mulheres, que foram transferidos a um necrotério de um hospital local.

Em novembro do ano passado, 35 membros da seita se confinaram na caverna para esperar a chegada do fim do mundo. No final de março e princípio de abril, 24 sectários, entre eles quatro crianças, saíram para a superfície após alguns desmoronamentos de terra.

No dia 26 de março, os adeptos da seita anunciaram sua intenção de abandonar a caverna no dia 27 de abril, quando é celebrada a Páscoa Ortodoxa na Rússia. No período debaixo da terra os sectários guardaram mantimentos, água e vários bujões de gás e galões de gasolina, com quantidade suficiente para resistir por vários meses à espera do Apocalipse.

O líder da seita é um engenheiro de 43 anos que teve esquizofrenia diagnosticada após afirmar que era um profeta, e que recentemente anunciou a iminente chegada do Anticristo.

Um grupo de psiquiatras da promotoria russa disse que o líder da seita, Piotr Kuznetsov, preso pela polícia em novembro, sofre de "demência".

Kuznetsov, que recentemente tentou se suicidar, poderia ser condenado a três anos de prisão tanto por criar uma organização religiosa por meios violentos, como por incitar o ódio religioso e manter a posse de literatura extremista. Os membros da seita são, na maior parte, mulheres procedentes da Belarus e da Ucrânia. As autoridades definem o grupo como "uma seita ortodoxa radical e apocalíptica".

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