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Atualizada às 22h25
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O jornal oficial New Light of Mianmar, que o regime utiliza para divulgar suas mensagens, informou de um total de 43.318 mortos frente aos 38.591 que havia admitido no dia anterior, e manteve os desaparecidos em 27.838.
No entanto, há dois dias, a Federação Internacional da Cruz Vermelha calcula entre 68.833 e 127.990 vítimas mortais, enquanto a ONU fala de mais de 100 mil falecidos e de entre 1,6 e 2,5 milhões de desabrigados.
As agências humanitárias, frustradas pelo veto da Junta Militar aos voluntários estrangeiros, sustentam que apenas 270 mil pessoas tiveram acesso até agora à ajuda doada pela comunidade internacional.
O governo birmanês insiste em distribuir a seu critério e por meio de seus próprios funcionários o material de emergência, o que gera receios entre as ONGs.
Mediante seu poderoso aparelho de propaganda, o regime oculta à população a verdadeira magnitude do desastre e não deixa de divulgar imagens do chefe da Junta Militar, Than Shwe, e outros generais, dando ajuda aos desabrigados.
No entanto, não mostra nem menciona os milhares de cadáveres que ainda flutuam na água putrefata do delta do rio Irrawaddy, a região mais afetada.
EFE
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