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Atualizada às 11h14
O presidente iraniano, Mahmud Ahmadinejad, declarou nesta terça-feira preferir "não responder" a advertência feita pela Arábia Saudita contra um eventual apoio de Teerã ao "golpe de Estado" do Hezbollah no Líbano.
"Não responderemos por respeito ao rei Abdallah da Arábia Saudita", disse o presidente iraniano em uma coletiva de imprensa.
O ministro saudita das Relações Exteriores, o príncipe Saud al-Fayçal, afirmou nesta terça-feira que "as relações do Irã com todos os países árabes, e talvez com todos os países islâmicos, seriam afetadas se Teerã tivesse apoiado o golpe de Estado que ocorreu no Líbano".
"A declaração pode ter sido pronunciada em um momento de raiva. Vamos esperar que a raiva passe e depois iremos nos pronunciar", afirmou Ahmadinejad, que sugeriu que a declaração do ministro podia não refletir a do rei saudita.
O Líbano é cenário, desde 7 de maio, de violentos enfrentamentos entre os partidários da maioria parlamentar anti-síria e seguidores da oposição, liderada pelo Hezbollah xiita, que já deixaram até agora 61 mortos e cerca de 200 feridos em todo o país.
O Hezbollah, criado com o apoio do Irã no início dos anos 80, é acusado de receber apoio financeiro e militar de Teerã, apesar do país sempre afirmar que seu apoio é somente "moral".
AFP
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