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Atualizada às 12h37
O papa reconheceu o direito de Israel à segurança e à autodefesa e pediu ao Governo do Estado judeu que "alivie o sofrimento" dos palestinos, concedendo a estes uma maior liberdade de movimento.
Bento XVI também fez um apelo para que se chegue o mais rápido possível a uma "paz justa", que ponha fim ao conflito entre Israel e palestinos.
O pontífice fez as declarações em discurso dirigido ao novo embaixador de Israel na Santa Sé, Mordechay Levy, que hoje apresentou suas credenciais.
"A Santa Sé reconhece a legítima exigência de segurança e de autodefesa de Israel e condena com firmeza qualquer forma de anti-semitismo. Considera ao mesmo tempo que todos os povos têm direito às mesmas oportunidades para prosperar", disse o papa em seu discurso.
Bento XVI acrescentou que, "como conseqüência", pede ao Governo israelense que "alivie o sofrimento" dos palestinos, concedendo-lhes "a liberdade necessária para que se movimentem em seu dia-a-dia, incluindo traslados a locais sagrados", e que também "possam gozar de maior paz e segurança".
O papa parabenizou o novo embaixador pelo 60º aniversário da criação do Estado de Israel e disse que a Santa Sé "dá graças a Deus pelo fato de terem sido cumpridas as aspirações do povo judeu de ter uma casa na terra de seus pais".
Defendeu ainda o desenvolvimento das relações bilaterais entre a Santa Sé e Israel, estabelecidas há 15 anos.
EFE
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