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Atualizada às 13h44
» População vota em Mianmar 
» Veja por onde passou o ciclone 
» No referendo, a ordem era votar "sim"
» Plebiscito termina sem incidentes
O porta-voz da LND, Nyan Win, disse à revista dissidente The Irrawaddy, com sede na Tailândia, que agentes governamentais foram as casas dos que não votaram e os obrigaram a assinar um formulário como se tivessem depositado o voto.
Nyan Win disse que a maioria dos centros de votação fechou às 11h (1h30 de Brasília), quando o horário oficial era de 6h às 16h. Moradores dos distritos de Yangun, Mandalay, Pegu, Sagaing e Magwe disseram à revista que viram funcionários entregar cédulas preenchidas aos que estavam na fila para votar.
Desde que o governo anunciou a convocação do plebiscito, em 9 de fevereiro de 2008, os corpos de segurança intimidaram ou detiveram qualquer pessoa que manifestasse sua rejeição à minuta constitucional.
A LND, a dissidência e as principais organizações das minorias étnicas tinham pedido o voto pelo "não", por entender que a nova Constituição, em vez de restabelecer a democracia, legitimará o regime militar, que governa desde 1962.
A votação aconteceu na maior parte do país, exceto em grandes áreas das regiões de Irrawaddy e Yangun, as mais atingidas pelo ciclone Nargis, que atravessou o sul de Mianmar em 2 e 3 de maio e deixou 1,5 milhão de vítimas, onde a consulta acontecerá no dia 24.
EFE
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