Oriente Médio

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Sábado, 10 de maio de 2008, 12h33 Atualizada às 13h32

Hezbollah retira seus milicianos das ruas de Beirute

O Hezbollah e seus aliados da oposição decidiram retirar seus militantes armados das ruas de Beirute, onde estavam há três dias, informou a agência EFE.

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Segundo informações da imprensa libanesa, os grupos xiitas opositores devolverão ao Exército o controle sobre as ruas e as estradas do Líbano, minutos após o comando militar libanês interromper duas decisões do governo libanês contra esta organização.

No entanto, a oposição anunciou que planeja continuar sua campanha de "desobediência civil" contra o Executivo do primeiro-ministro libanês, Fouad Siniora, e que até agora consistiu, entre outras medidas de força, em um grande acampamento que mantém o centro de Beirute paralisado há mais de um ano.

A retirada dos milicianos ocorreu depois que as Forças Armadas libanesas barraram a decisão do governo de desmantelar a rede de telecomunicações do Hisbolá e destituir o chefe da segurança do aeroporto, Wafic Chucair, que estaria colaborando com o grupo xiita.

Com a exigência do próprio Siniora para tomar uma decisão sobre as medidas, o comando militar manifestou sua intenção de investigar os fatos antes de iniciar as duas resoluções governamentais.

O deputado Ali Hassan Khalil, membro do grupo xiita da oposição Amal, acusou Siniora de querer dar o "golpe de misericórdia à resistência (a milícia do Hezbollah)" com suas últimas resoluções.

Em entrevista coletiva realizada na sede de seu partido, Khalil ressaltou que a oposição não aceitará a nomeação de um novo presidente do país - cargo vazio desde novembro de 2007 - até que haja a formação de um novo governo de união nacional e a aprovação da reforma da lei eleitoral.

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