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Atualizada às 09h22
» População vota em Mianmar 
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» Mianmar: inicia votação do referendo
A consulta foi a primeira ligação com as urnas do povo birmanês desde os pleitos legislativos de 1990 e só aconteceu nas áreas do país que ficaram a salvo dos efeitos do ciclone Nargis.
O regime adiou até o dia 24 de maio a realização do plebiscito em Yangun, a antiga capital, e no delta do rio Irrawaddy, as regiões mais atingidas pelo ciclone, que até agora deixou mais de 23 mil mortos, cerca de 37 mil desaparecidos e 1,5 milhão de pessoas desabrigadas, segundo informações oficiais.
Entretanto, os generais decidiram seguir adiante com a consulta popular e milhões de birmaneses obedeceram a suas ordens de "cumprir o dever de aprovar a Constituição do Estado". FilasUm grande número de pessoas fez fila para participar da votação nas regiões do centro, do norte e do sudeste de Mianmar. O plebiscito é o primeiro passo do plano rumo à democracia da Junta Militar, que concluirá, segundo suas expectativas, com eleições livres em 2010.
No entanto, a oposição afirma que esta é apenas uma operação de maquiagem para este grupo se perpetuar no poder, pois o texto reserva aos militares um quarto das cadeiras do Parlamento e a chave dos ministérios.
Mianmar é governada pelos militares desde 1962 e não celebra eleições democráticas desde 1990, quando o partido oficial foi esmagado pela oposição liderada por Suu Kyi, em eleições que nunca foram reconhecidas pelos generais.
EFE
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Mulher vota em Yangon durante o referendo imposto pelos militares que controlam o país
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