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Sábado, 10 de maio de 2008, 08h02 Atualizada às 09h22

Plebiscito termina sem incidentes em Mianmar

O plebiscito convocado pela Junta Militar birmanesa para referendar seu projeto constitucional terminou sem incidentes neste sábado, segundo informações da agência EFE.

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A consulta foi a primeira ligação com as urnas do povo birmanês desde os pleitos legislativos de 1990 e só aconteceu nas áreas do país que ficaram a salvo dos efeitos do ciclone Nargis.

O regime adiou até o dia 24 de maio a realização do plebiscito em Yangun, a antiga capital, e no delta do rio Irrawaddy, as regiões mais atingidas pelo ciclone, que até agora deixou mais de 23 mil mortos, cerca de 37 mil desaparecidos e 1,5 milhão de pessoas desabrigadas, segundo informações oficiais.

Entretanto, os generais decidiram seguir adiante com a consulta popular e milhões de birmaneses obedeceram a suas ordens de "cumprir o dever de aprovar a Constituição do Estado".

Filas

Um grande número de pessoas fez fila para participar da votação nas regiões do centro, do norte e do sudeste de Mianmar. O plebiscito é o primeiro passo do plano rumo à democracia da Junta Militar, que concluirá, segundo suas expectativas, com eleições livres em 2010.

No entanto, a oposição afirma que esta é apenas uma operação de maquiagem para este grupo se perpetuar no poder, pois o texto reserva aos militares um quarto das cadeiras do Parlamento e a chave dos ministérios.

Mianmar é governada pelos militares desde 1962 e não celebra eleições democráticas desde 1990, quando o partido oficial foi esmagado pela oposição liderada por Suu Kyi, em eleições que nunca foram reconhecidas pelos generais.

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Reuters Mulher vota em Yangon durante o referendo imposto pelos militares que controlam o país Mulher vota em Yangon durante o referendo imposto pelos militares que controlam o país

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