Conservador Johnson assume formalmente prefeitura de Londres

03 de maio de 2008 • 18h15 • atualizado às 18h38

O conservador Boris Johnson, 43 anos, assinou neste sábado uma declaração de aceitação da prefeitura de Londres, após vitória eleitoral que encerrou o mandato do trabalhista Ken Livingstone, 63 anos, que governava a capital britânica desde 2000.

Johnson, ex-jornalista com pouca experiência política, assumirá na próxima segunda-feira como novo prefeito da capital, cargo que tirou de Livingstone em um pleito disputado cujos resultados foram anunciados na noite de sexta-feira.

Em seu discurso após a assinatura no documento de aceitação do cargo, Johnson, conhecido pelas excentricidades e descrito muitas vezes como um "bufão", se comprometeu a "reformar e melhorar" o pedágio urbano introduzido por Livingstone para aliviar os congestionamentos no centro da cidade.

O novo prefeito prometeu ainda combater "a delinqüência e a desordem", assim como "o crime nos ônibus". Boris Johnson derrotou o trabalhista Ken Livingstone, segundo resultados definitivos divulgados na noite desta sexta-feira.

"Foi uma disputa maratônica", declarou Johnson no discurso da vitória, no qual homenageou Livingstone, que "tem a admiração de milhares de londrinos".

"Não penso nem um minuto que esta eleição mostre que Londres se transformou da noite para o dia em uma cidade conservadora, mas espero que isto mostre que os conservadores se tornaram um partido no qual se pode confiar novamente".

Ken Livingstone, que brigava por um terceiro mandato consecutivo em Londres, lamentou "não ter sido capaz de conquistar os pontos suplementares que nos levariam à vitória. A falha foi minha, por completo".

No total, Johnson recebeu 1.168.738 votos, contra 1.028.966 para Livingstone. Para decidir quem seria o prefeito de Londres, cidade de quase 8 milhões de habitantes, foram considerados os votos em outros candidatos minoritários, que apontam uma segunda opção.

A perda de Londres é um duro golpe para o Partido Trabalhista, do premier Gordon Brown, que sofreu sua pior derrota em 40 anos nas eleições locais de quinta-feira na Inglaterra e no País de Gales.

Para os "tories", a conquista de Londres representa um apoio crucial às aspirações do líder do Partido Conservador, David Cameron, de obter o cargo de primeiro-ministro britânico nas eleições gerais de 2010.

Brown admitiu que os resultados foram ruins para os trabalhistas: "Está claro que foi uma noite decepcionante, uma má noite para os trabalhistas", mas "vamos aprender a lição e nos recuperar".

"Vou escutar e agir", disse Brown, descartando que a derrota vá tirá-lo do cargo. Já Cameron qualificou a vitória de "grande momento" para seu partido, mas advertiu que o avanço não deve ser resultado apenas do fracasso do governo de Gordon Brown.

"Este é um grande momento para o Partido Conservador, mas que ninguém pense que devemos ganhar as eleições com as falhas do governo (trabalhista), devemos nos basear no nosso programa" para governar o país, declarou.

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