No porão, filhos se comunicavam por grunhidos

30 de abril de 2008 • 11h37 • atualizado às 11h44

As crianças que foram mantidas presas por Josef Fritzl durante toda a vida em um porão se comunicavam com a mãe por meio de grunhidos, informou o jornal britânico Daily Mail. Segundo a polícia austríaca, com estranhos eles falam normalmente - porém com um vocabulário restrito -, mas entre eles a comunicação era feita como se fossem animais.

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"Quando a imprensa divulgou que as crianças falavam, é apenas uma meia-verdade. Entre eles, a comunicação é feita por uma mistura de rosnados e grunhidos", afirmou o chefe de polícia da cidade austríaca de Amstetten, Leopold Etz. "Se eles querem dizer algo que outras pessoas também precisam entender, necessitam se concentrar muito, o que é realmente exaustivo".

Segundo as autoridades médicas, o sistema imunológico das crianças tem vários problemas, e a filha mais velha, Kerstin, 19 anos, teve problema nos rins, perdeu a maioria dos dentes e tem deficiência de várias vitaminas. Stefan, 18 anos, está passando por testes de audição e visão. Além disso, o teto baixo do porão deixou todos os seqüestrados com problemas de postura.

Felix, 5 anos, praticamente apenas rasteja. O médico Berthold Kepplinger, que examinou as crianças, disse que as crianças aprenderam algumas coisas por meio de leituras e materiais escritos pela mãe. No entanto, ela mesma esqueceu grande parte de sua educação. No domingo, ao ver a Lua pela primeira vez, Felix perguntou: "Deus fica lá em cima"?

Redação Terra
 
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