Sem rumo, procura por Madeleine completa um ano

01 de maio de 2008 • 13h26 • atualizado às 13h55
Madeleine McCann está há um ano desaparecida Foto: Getty Images
Madeleine McCann está há um ano desaparecida
30 de abril de 2008
Foto: Getty Images

No dia 3 de maio de 2007, a menina britânica Madeleine McCann, 4 anos, desaparecia misteriosamente do apartamento que seus pais, Gerry e Kate McCann, alugaram na Praia da Luz, em Portugal, para passar férias. De lá pra cá as investigações tomaram diferentes rumos, mas nunca cessaram, fazendo com que o sumiço se tornasse famoso. No entanto, depois de um ano, o caso, que continua chamando a atenção do mundo inteiro, parece estar longe de uma conclusão.

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Madeleine sumiu enquanto os McCann jantavam em um restaurante dentro do complexo turístico em que a família estava hospedada. Quando retornaram, ela não foi encontrada no quarto onde dormia com os irmãos gêmeos de 2 anos. A primeira pessoa a ser considerada suspeita foi Robert Murat, um cidadão britânico que mora no balneário português. Ele chegou a ser indiciado, mas nunca foram encontrados elementos que provassem o seu envolvimento no desaparecimento.

A segunda hipótese foi de que a menina teria sido levada por uma rede internacional de pedófilos, o que gerou uma campanha internacional na qual se envolveram diversas celebridades, como o jogador de futebol David Beckham e a autora da série de livros Harry Potter, J.K Rowling. Essa possibilidade foi deixada em segundo plano quando foram encontrados vestígios de sangue no quarto onde a menina dormia, colocando os pais também como suspeitos.

Essa possibilidade ganhou força quando foram divulgados trechos do diário de Kate em que ela relatava dificuldades para cuidar dos filhos foram publicados, criando mais suspeitas sobre uma morte acidental. Depois de depor à polícia portuguesa, o casal resolve voltar ao Reino Unido com a justificativa de devolver a rotina aos outros dois filhos. Na oportunidade, setembro de 2007, eles pediram que sua privacidade fosse respeitada e declararam estar vivendo um pesadelo.

Enquanto a hipótese da morte de Madeleine ganhava força, Kate e Gerry McCann continuavam acreditando que ela ainda estava viva. Em entrevista, os dois também negaram as alegações de que teriam dado sedativos a seus filhos e pediram que as autoridades entrevistassem 25 testemunhas que poderiam resolver o mistério do desaparecimento. Sem resultados satisfatórios, a polícia retomou antigas hipóteses do inquérito e chegou a investigar as mensagens de texto enviadas do celular de Gerry.

Seis meses

Em novembro de 2007, pouco depois de o caso completar seis meses, o porta-voz da família apelou para que os detetives portugueses que investigam o caso retirassem o casal da condição de suspeitos pelo sumiço da filha. Ao mesmo tempo, novos depoimentos colocavam novamente o primeiro suspeito, Robert Murat, na mira das autoridades. Seis pessoas afirmaram tê-lo visto do lado de fora do apartamento alugado pela família McCann. Novamente a hipótese não foi levada adiante.

Sem obter retorno da polícia portuguesa, Garry e Kate resolveram contratar um detetive particular. Em dezembro ele chegou a afirmar que sabia onde estava a garota e que ela passaria o Natal com os pais. No dia 25, sem a menina, os pais divulgaram uma mensagem dizendo que nunca vão desistir de procurar a filha. O ano de 2008 começou com ministro da Justiça de Portugal afirmando que o caso estava perto de ser concluído, mas não indicou de que maneira, o que reforçou a falta de rumo das investigações.

Justiça e literatura

As últimas notícias do caso Madeleine McCann envolvem os processos que Gerry e Kate moveram contra jornais britânicos por matérias que sugeriram o envolvimento dos dois no desaparecimento da filha. O grupo Express Newspapers, dona dos títulos Daily Express, Daily Star, Sunday Express e Daily Star Sunday foi condenado a pagar 550 mil libras (R$ 1,8 milhão) para os pais de Madeleine.

O grupo Express também está sendo processado por Robert Murat. Segundo o jornal Observer, seria o maior de processo por difamação apresentado por uma só pessoa contra a imprensa britânica em um só assunto, e poderia representar a Murat uma indenização recorde de mais de 2 milhões de libras (2,5 milhões de euros).

Gerry e Kate McCann também anunciaram na última semana que pretendem escrever um livro de memórias sobre a filha. O objetivo, segundo eles, é reverter o dinheiro da venda de exemplares para manter as buscas pela menina. Em 2007, em meio às investigações, foi anunciando que eles estariam negociando um filme sobre Madeleine, mas que só sairia depois que ela fosse encontrada.

Redação Terra
 
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