Policial conduz ferido a um dos hospitais de campanha
Foto: AP
Pelo menos 198 pessoas morreram e 1421 ficaram feridas nas explosões simultâneas registradas hoje em três estações de trem em Madri, na Espanha. Quatro explosões ocorreram a bordo de quatro vagões entre as 7h30 e 8h locais (3h e 4h de Brasília), duas na estação ferroviária central de Atocha, em pleno coração de Madri, outro na estação de El Pozo del Tío Raimundo e a quarta em Santa Eugenia, dois bairros operários da periferia madrilenha, por onde passa a linha de trens Madri-Guadalajara.
Os feridos estão sendo atendidos em hospitais de campanha organizados nos arredores dos locais atingidos e em grandes hospitais de Madri como o 12 de Octubre e Gregorio Marañó. As autoridades locais pediram que os madrilenhos parem de tentar doar sangue. O estoque feito nas primeiras horas após os ataques é mais do que suficiente e não há mais lugar para armazenar o material.
A embaixada brasileira em Madri ainda não recebeu a lista de passageiros mortos no atentado desta manhã. Ainda não se sabe se há brasileiros entre as vítimas, mas um número telefônico foi disponibilizado para dar informações sobre feridos, o 91 586 70 00. O código da Espanha é 34.
Investigação
As detonações, registradas quando milhares de pessoas iam para o trabalho, ocorreram com quatro ou cinco minutos de intervalo. De acordo com a polícia, as explosões foram causadas por bombas deixadas em mochilas abandonadas dentro dos vagões. Outras duas bolsas com bombas não deflagradas foram encontradas ao longo da manhã e foram explodidas por especialistas.
No momento, as unidades antiterroristas estão procurando dois indivíduos que subiram e desceram de vários trens na estação de Alcalá de Henares antes dos ataques. Segundo fontes policiais, os dois fizeram esta operação em pelo menos quatro ocasiões em diferentes trens que se dirigiam a Madri e podem ter deixado nos vagões as mochilas que continham os explosivos.
Ninguém assumiu a responsabilidade pelas explosões, mas o governo espanhol culpa o ETA, classificado pelos Estados Unidos e pela União Européia (UE) como uma organização terrorista. Se confirmada a autoria, os ataques seriam os piores da história do grupo, que matou aproximadamente 850 pessoas desde 1968 em sua luta por um Estado Basco independente.
Eleição
Os ataques de hoje acontecem quatro dias antes das eleições gerais, marcadas para domingo. Todos os partidos políticos cancelaram atividades eleitorais previstas para hoje e o governo conclamou a população e integrantes de partidos para uma manifestação pela paz. O governo decretou três dias de luto em toda a Espanha.
De acordo com analistas políticos, a autoria dos atentados pode ter grande influência no resultado final do pleito já que a Al-Qaeda também está sendo apontada como possível autora. Se esta hipótese for confirmada, a imagem do governo de Jose Maria Aznar pode sair arranhada devido a sua estreita ligação com os Estados Unidos.
Os feridos estão sendo atendidos em hospitais de campanha organizados nos arredores dos locais atingidos e em grandes hospitais de Madri como o 12 de Octubre e Gregorio Marañó. As autoridades locais pediram que os madrilenhos parem de tentar doar sangue. O estoque feito nas primeiras horas após os ataques é mais do que suficiente e não há mais lugar para armazenar o material.
A embaixada brasileira em Madri ainda não recebeu a lista de passageiros mortos no atentado desta manhã. Ainda não se sabe se há brasileiros entre as vítimas, mas um número telefônico foi disponibilizado para dar informações sobre feridos, o 91 586 70 00. O código da Espanha é 34.
Investigação
As detonações, registradas quando milhares de pessoas iam para o trabalho, ocorreram com quatro ou cinco minutos de intervalo. De acordo com a polícia, as explosões foram causadas por bombas deixadas em mochilas abandonadas dentro dos vagões. Outras duas bolsas com bombas não deflagradas foram encontradas ao longo da manhã e foram explodidas por especialistas.
No momento, as unidades antiterroristas estão procurando dois indivíduos que subiram e desceram de vários trens na estação de Alcalá de Henares antes dos ataques. Segundo fontes policiais, os dois fizeram esta operação em pelo menos quatro ocasiões em diferentes trens que se dirigiam a Madri e podem ter deixado nos vagões as mochilas que continham os explosivos.
Ninguém assumiu a responsabilidade pelas explosões, mas o governo espanhol culpa o ETA, classificado pelos Estados Unidos e pela União Européia (UE) como uma organização terrorista. Se confirmada a autoria, os ataques seriam os piores da história do grupo, que matou aproximadamente 850 pessoas desde 1968 em sua luta por um Estado Basco independente.
Eleição
Os ataques de hoje acontecem quatro dias antes das eleições gerais, marcadas para domingo. Todos os partidos políticos cancelaram atividades eleitorais previstas para hoje e o governo conclamou a população e integrantes de partidos para uma manifestação pela paz. O governo decretou três dias de luto em toda a Espanha.
De acordo com analistas políticos, a autoria dos atentados pode ter grande influência no resultado final do pleito já que a Al-Qaeda também está sendo apontada como possível autora. Se esta hipótese for confirmada, a imagem do governo de Jose Maria Aznar pode sair arranhada devido a sua estreita ligação com os Estados Unidos.
- Redação Terra


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