Papa diz que sua adolescência foi arruinada pelo nazismo

19 de abril de 2008 • 20h51 • atualizado às 20h57

O papa Bento XVI disse hoje, no festivo e espontâneo encontro com cerca de 20 mil jovens no seminário de St. Joseph, em Nova York, que sua adolescência foi "arruinada por um regime funesto", em referência ao nazismo.

» Bento XVI realiza missa em NY
» Papa se reúne com vítimas de padres
» Confira a visita do Papa aos EUA
» Bento XVI realiza missa em NY

Bento XVI afirmou hoje aos jovens que seus anos de adolescência foram arruinados por "um regime funesto, que pensava que tinha todas as respostas".

O Papa tinha naquela época 17 anos, e nos últimos meses da Segunda Guerra Mundial foi chamado para os serviços auxiliares antiaéreos do Exército alemão.

Bento XVI disse aos jovens que agora muitos deles podem aproveitar a liberdade que surgiu graças à expansão da democracia e do respeito aos direitos humanos.

No entanto, advertiu, que "o poder destruidor permanece. Dizer o contrário será enganar a si mesmo", mas acrescentou que "este jamais triunfará".

A cerimônia, que aconteceu na esplanada diante do Seminário de St. Joseph, esteve caracterizada pela espontaneidade e entusiasmo dos jovens, que não deixaram de cantar e de gritar "viva ao Papa" durante todo o ato.

O entusiasmo dos jovens contagiou o Papa, que chegou a quebrar o protocolo desse tipo de cerimônia para se levantar e beijar cada um dos jovens que discursaram.

Os jovens ofereceram ao Papa vários tipos de pão, milho, arroz, símbolos da "riqueza das culturas e tradições" representadas nos Estados Unidos.

Bento XVI também falou dos problemas da juventude, "como o abuso das drogas, a falta de casa e a pobreza, o racismo e a violência, e a degradação que sofrem, principalmente, muitas mulheres".

Afirmou que todos esses problemas são produto de "uma atitude mental envenenada, que se manifesta em tratar as pessoas como meros objetos". Além disso, advertiu que o mundo suporta o peso "da avidez consumista e da exploração irresponsável", e os convidou a "rejeitar qualquer tentação de ostentação ou de vaidade, e a viver com caridade, castidade e humildade".

A cerimônia foi concluída com a Ave Maria de Franz Schubert, interpretada pela cantora americana Kelly Clarkson, 25 anos.

EFE - Agência EFE - Todos os direitos reservados. É proibido todo tipo de reprodução sem autorização escrita da Agência EFE S/A.
 
Enviar para amigos
Fechar por:
Enviar para amigos
Fechar por:

Imprimir

Fechar
Mais vistos

Notícias

  1. Carregando...
leia mais notícias »