Champagne, na Suíça, luta para dar nome aos seus vinhos

05 de abril de 2008 • 19h06 • atualizado às 19h06

Da BBC Brasil

São Paulo


Moradores do vilarejo de Champagne, na Suíça, disseram que vão continuar lutando para derrubar uma proibição que os impede de usar o nome do local nos rótulos das garrafas de vinho produzidas localmente.

De acordo com leis comerciais, o uso do nome ''champagne'' é permitido apenas para os produtos da região francesa famosa por seu vinho espumante.

Um acordo entre a Suíça e a União Européia estabeleceu, em 2004, que o vilarejo pararia de usar seu nome para rotular os produtos fabricados no local.

"Nesta cidade nós não temos mais o direito de usar nosso próprio nome", disse Thomas Bindschedler, porta-voz do comitê de ação de Champagne, durante um protesto neste sábado.

"Num mercado em que os consumidores estão cada vez mais preocupados com as responsabilidades dos produtores, isso é fatal", disse.

Ainda segundo Bindschedler, o vilarejo já chegou a vender até 110 mil garrafas de vinho por ano. Em 2007, esse número caiu para 32 mil depois que o vinho passou a ser vendido em garrafas que não indicavam o local da produção.

O protesto na Suíça acontece depois que uma padaria em Paris foi processada por vender biscoitos com o nome "Receita de Champanhe".

Segundo seus habitantes, Champagne foi fundada no ano 885 e os primeiros registros da produção de vinho no local datam de 1657.

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