O porta-voz do Museu Estatal Auschwitz-Birkenau, Jaroslaw Mensfeit, lembrou que Ryniak foi detido pela Gestapo em 5 de maio de 1940 junto com outros alunos da Escola da Construção da cidade de Jaroslaw, no sudeste da Polônia. A polícia nazista suspeitava que Ryniak e seus companheiros participavam da luta clandestina contra a ocupação como membros da União de Luta Armada.
Ryniak e dois companheiros seus foram mantidos nos calabouços da polícia em Jaroslaw e, posteriormente, transferidos para a prisão de Tarnow, de onde foi levado a Auschwitz em 14 de junho de 1940.
Em 1995, em declarações feitas durante a comemoração de aniversário de 50 anos da libertação do campo, Ryniak lembrou os primeiros momentos de sua estada em Auschwitz. "Fomos obrigados a entrar no campo e nos advertiram a tiros que não estávamos em um sanatório. Realmente não sei de onde tirei forças para resistir".
Em 28 de outubro de 1944, Ryniak foi levado, como castigo, ao campo de concentração de Flossemburg, na cidade de Leimeritz, onde foi libertado em 8 de maio de 1945. No momento da libertação, Ryniak pesava apenas 40 quilos, mas, apesar de sua fragilidade física, decidiu voltar imediatamente à Polônia e, dois dias mais tarde, entrou na casa de seus pais em Sanok, para a surpresa de sua mãe, que o dava por morto.
Depois da guerra, Ryniak trabalhou como arquiteto e, com donativos, ajudou até o fim de sua vida o Museu do Campo de Auscwitz-Birkenau, porque, em sua opinião, quando todas as vítimas dos campos nazistas morrerem, sobrarão os museus para documentar os horrores da guerra. No campo de Auschwitz-Birkenau foram assassinadas 1,5 milhão de pessoas, em sua grande maioria judeus.
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